"O Profeta Amai-vos um ao outro, mas não façais do amor um grilhão: Que haja antes um mar ondulante entre as praias de vossas almas. Encheis a taça um do outro, mas não bebais na mesma taça. Dai de vosso pão um ao outro, mas não comais do mesmo pedaço. Cantai e dançai juntos, e sede alegres, mas deixai cada um de vos estar sozinho, Assim como as cordas da lira são separadas e, no entanto, vibram na mesma harmonia. Dai vossos corações, mas não confieis a guarda um do outro. Pois somente a mão da vida pode conter nossos corações. E vivei juntos, mas não vos aconchegueis em demasia; Pois as colunas do templo erguem-se separadamente, E o carvalho e o cipreste não crescem a sombra um do outro."
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Khalil Gibran
Gibran Kahlil Gibran (1883 - 1931) foi um célebre escritor libanês que fez carreira nos EUA, escrevendo diversos livros em árabe e em inglês. Também se dedicou ao mundo das artes, expondo suas obras em Boston, NY e Paris.
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"Prefiro que minha vida permaneça uma lágrima e um sorriso: uma lágrima que purifique meu coração e me faça compreender os mistérios e segredos da vida, e um sorriso que me aproxime dos meus semelhantes e simbolize minha glorificação aos deuses... Prefiro morrer de muito desejar a viver na indeferença. Quero sentir nas minhas profundezas fome pelo amor e a beleza, pois observei e verifiquei que os satisfeitos são os mais infelizes dos homens e os que mais se assemelham à matéria inanimada; e escutei e descobri que os gemidos de saudade do apaixonado são mais embaladores que as melodias dos violinos. Quando a noite cai, a flor fechas as pétalas e dorme abraçada aos seus desejos; e quando rompe a madrugada, descerra os lábios para receber o beijo do sol. A vida da flor é desejo seguido de união: uma lágrima e um sorriso."
"Sinto-me como uma semente no meio do inverno, sabendo que a primavera se aproxima. O broto romperá a casca e a vida que ainda dorme em mim haverá de subir para a superfície, quando for chamada. O silêncio é doloroso, mas é no silêncio que as coisas tomam forma, e existe momentos em nossas vidas que tudo que devemos fazer é esperar. Dentro de cada um, no mais profundo no ser, está uma força que vê e escuta aquilo que não podemos ainda perceber. Tudo o que somos hoje nasceu daquele silêncio de ontem. Somos muito mais capazes do que pensamos. Há momentos em que a única maneira de aprender é não tomar qualquer iniciativa, não fazer nada. Porque, mesmo nos momentos de total inação, esta nossa parte secreta está trabalhando e aprendendo. Quando o conhecimento oculto na alma se manifesta, ficamos surpresos conosco mesmos, e nossos pensamentos de inverno se transformam em flores, que cantam canções nunca antes sonhadas. A vida sempre nos dará mais do que achamos que merecemos."
"Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim: Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!” Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!” Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós."
"Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, Porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; Pois suas almas moram na mansão do amanhã, Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe. Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria: Pois assim como ele ama a flecha que voa, Ama também o arco que permanece estável."
"A Alma... ... E o Deus dos deuses separou de si mesmo uma alma e a dotou de beleza. E deu-lhe a suavidade da brisa matinal e o perfume das flores do campo e a doçura do luar. E entregou-lhe a taça da alegria, dizendo-lhe: "Só poderás beber desta taça se esqueceres o passado e não te preocupares com o futuro." E entregou-lhe a taça da tristeza, dizendo: "Bebe dela, e compreenderás a essência da alegria da vida." E soprou nela um amor que a abandonaria ao primeiro suspiro de saciedade, e uma meiguice que a abandonaria à primeira manifestação de orgulho. E fez descer sobre ela, do céu, um instinto que lhe revelaria os caminhos da verdade. E depositou nas suas profundezas uma visão que vê, o que não se vê. E criou nela sentimentos que deslizam com as sombras e caminham com os fantasmas. E vestiu-a de um vestido de paixão que os anjos teceram com as ondulações do arco-íris. E colocou nela as trevas da dúvida, que são as sombras da luz. E tomou fogo da forja do ódio, e ventos do deserto da ignorância, e areia do mar do egoísmo, e terra pisada pelos pés dos séculos e amassou todos esses elementos e fez o homem. E deu-lhe uma força cega que se inflama nas horas de loucura e desvanece diante das tentações. Depois, depositou nele a vida, que é o reflexo da morte. E sorriu o Deus dos deuses, e chorou, e sentiu um amor incomensurável e infinito e uniu o homem e a alma"
"Adotarei o Amor Adotarei o amor por companheiro e o escutarei cantando, e o beberei como vinho, e o usarei como vestimenta. Na aurora o amor me acordará e me conduzirá aos prados distantes. Ao meio dia conduzir-me-á à sombra das árvores onde me protegerei do sol como os pássaros. Ao entardecer conduzir-me-á ao poente, onde ouvirei a melodia da natureza despedindo-se da luz, e contemplarei as sombras da quietude adejando no espaço. À noite o amor abraçar-me-á, e sonharei com os mundos superiores onde moram as almas dos enamorados e dos poetas. Na Primavera andarei com o amor lado a lado! E cantaremos juntos entre as colinas! E seguiremos as pegadas da vida, que são as violetas e as margaridas! E beberemos a água da chuva, acumulada nos poços, em taças feitas de narciso e lírios. No Verão deitar-me-ei ao lado do amor sobre camas feitas com feixes de espigas, tendo o firmamento por cobertor e a lua e as estrelas por companheiras. No Outono irei com o amor aos vinhedos e nos sentaremos no lagar! E contemplaremos as árvores se despindo das suas vestimentas douradas e os bandos de aves migratórias voando para as costas do mar. No Inverno sentar-me-ei com o amor diante da lareira! E conversaremos sobre os acontecimentos dos séculos e as histórias das nações e dos povos. O amor será... Meu tutor na juventude! Meu apoio na maturidade! Meu consolo na velhice! O amor permanecerá comigo até o fim da vida! Até que a morte chegue, e a mão de Deus nos reúna de novo!"
"“Sim, conheci vossas alegrias e vossas mágoas, e quando dormíeis, vossos sonhos eram meus sonhos… E muitas vezes estive entre vós como um lago no meio das montanhas…” “Breves foram meus dias entre vós e mais breves ainda as palavras que pronunciei. Mas se um dia minha voz se desvanecer em vossos ouvidos, e se meu amor se evaporar da vossa memória então voltarei a vós!” “Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.” “Os corações que as tristezas unem permanecem unidos para sempre. O laço da tristeza é mais forte que o laço da alegria. E o amor que as lágrimas lavam torna-se eternamente puro e belo.” “As árvores são poemas que a terra escreve para o céu. Nós as derrubamos e as transformamos em papel para registrar todo o nosso vazio.” “Muitas mulheres ocupam o coração de um homem; poucas chegam a apropriar-se dele.” “Asas Partidas O amor é a única flor que desabrocha sem a ajuda das estações.” “Pois as distâncias não existem para a recordação; e somente o esquecimento é um abismo que nem a voz nem o olho podem atravessar.” “O amigo é a resposta aos teus desejos. Mas não o procures para matar o tempo! Procura-o sempre para as horas vivas. Porque ele deve preencher a tua necessidade, mas não o teu vazio.” “A música é a linguagem dos espíritos.” “Deve existir algo estranhamente sagrado no sal: Está em nossas lágrimas e no mar.” “A consciência de uma planta no meio do inverno não está voltada para o verão que passou, mas para a primavera que irá chegar. A planta não pensa nos dias que já foram, mas nos que virão. Se as plantas estão certas de que a primavera virá, por que nós – os humanos – não acreditamos que um dia seremos capazes de atingir tudo o que queríamos?”"
"A Razão e a Paixão E a sacerdotisa adiantou-se novamente e disse: "Fala-nos da razão e da paixão". E ele respondeu, dizendo: Vossa alma é frequentemente um campo de batalha onde vossa razão e vosso juízo combatem vossa paixão e vosso apetite. Pudesse eu ser o pacificador de vossa alma, transformando a discórdia e a rivalidade entre vossos elementos em união e harmonia. Mas como poderei fazê-lo, a menos que vós mesmos sejais também pacificadores, mais ainda, enamorados de todos os vossos elementos? Vossa razão e vossa paixão são o leme e as velas de vossa alma navegante. Se vossas velas ou vosso leme se quebram, só podereis derivar ou permanecer imóveis no meio do mar. Pois a razão, reinando sozinha, restringe todo impulso; e a paixão, deixada a si, é um fogo que arde até sua própria destruição. Que vossa alma eleve, portanto, vossa razão à altura de vossa paixão, para que ela possa cantar, E que dirija vossa paixão a par com vossa razão, para que ela possa viver numa ressurreição cotidiana e, como a fênix, renascer das próprias cinzas. Gostaria que tratásseis vosso juízo e vosso apetite como trataríeis dois hóspedes amados em vossa casa. Certamente não honraríeis um hóspede mais do que o outro; pois quem procura tratar melhor um dos dois, perde o amor e a confiança de ambos. Entre as colinas, quando vos sentardes à sombra fresca dos álamos brancos, compartilhando a paz e a serenidade dos campos e dos prados distantes, então que vosso coração diga em silêncio: "Deus repousa na razão". E quando bramir a tempestade, e o vento poderoso sacudir a floresta, e o trovão e o relâmpago proclamarem a majestade do céu, então que vosso coração diga com temor e respeito: "Deus age na paixão". E já que sois um sopro na esfera de Deus e uma folha na floresta de Deus, vós também devereis descansar na razão e agir na paixão."
"Quando o amor vier a ter convosco, recebai-o. Embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos. Quando as suas asas vos envolverem, abraçai-o, embora a espada oculta sob suas asas vos possa ferir. E quando ele falar convosco, acreditai, Embora a sua voz possa abalar os vossos sonhos como o vento devasta o jardim. Pois o amor, coroando-vos, também vos sacrificará. Assim como é para o vosso crescimento, também é para a vossa decadência. Mesmo que ele suba até vós e acaricie seus mais tenros ramos que tremem ao sol, Também até suas raízes ele descerá. E as sacudirá, enquanto elas se agarram a terra. Como molhos de trigo ele vos junta a si. Vos apanha para vos pôr a nu. Vos peneira para vos libertar das impurezas, E vos mói até a alvura. Vos amassa até vos tornardes moldáveis; E depois vos entrega ao seu fogo sagrado, para que vos torneis pão sagrado, Para a sagrada festa de Deus. Todas estas coisas vos fará o amor até que conheçais os segredos do vosso coração, E com esse conhecimento, vos tomeis um fragmento do coração da vida. Mas, se receosos procurardes somente a paz do amor e o prazer do amor, Então é melhor que oculteis a vossa nudez e saiais do amor. Saiais para o mundo sem sentido onde rireis, mas não com todo o vosso riso. E chorareis, mas não com todas as vossas lágrimas. O amor só se dá a si e não tira nada, senão de si. O amor não possui nem é possuído; Pois o amor basta-se a si próprio. Quando amardes não deveis dizer: "Deus está no meu coração", Mas antes, "Eu estou no coração de Deus". E não pensais que podeis alterar o rumo do amor, Pois o amor se vos achar dignos dele, dirigirá seu curso. O amor não tem outro desejo, que não seja de preencher a si próprio. Mas se amardes e tiverdes desejos, que sejam esses os vossos desejos: Fundir-se. E ser como um regato que corre e canta sua melodia para a noite. Amai e amai sempre. Para conhecer a dor de tanta ternura, E ser ferido pela vossa própria compreensão do amor. Amai para sangrar com vontade, e alegremente. Amai para despertar de madrugada com um coração alado, E dar graças a Deus por mais um dia."
"O Amor ENTÃO Almitra disse: -Fala-nos do Amor. Ele levantou a cabeça e olhou o povo; um silêncio caiu sobre eles. E disse com voz forte: - Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir. E quando vos falar, acreditai nele; apesar de a sua voz poder quebrar os vossos sonhos como o vento norte ao sacudir os jardins. Porque assim como o vosso amor vos coroa, também deve crucificar-vos. E sendo causa do crescimento, deve cuidar também da poda. E assim como se eleva à vossa altura e acaricia os ramos mais tenros que tremem ao sol, também penetrará ate às raízes sacudindo o seu apego a terra. Como braçadas de trigo vos leva. Malha-vos até ficardes nus. Passa-vos pelo crivo para vos livrar do palhiço. Mói-vos até à brancura. Amassa-vos até ficardes maleáveis. Então entrega-vos ao seu fogo, para poderdes ser o pão sagrado no festim de Deus. Tudo isto vos fará o amor, para poderdes conhecer os segredos do vosso coração, e por este conhecimento vos tornardes um bocado do coração da Vida. Mas, se no vosso medo, buscais apenas a paz do amor, o prazer do amor, então mais vale cobrir a nudez e sair da eira do amor, a caminho do mundo sem estações, onde podereis rir, mas nunca todos os vossos risos, e chorar, mas nunca todas as vossas lágrimas. O amor só dá de si mesmo, e só recebe de si mesmo. O amor não possui nem quer ser possuído. Porque o amor basta ao amor. Quando amardes, não digais: -Deus está no meu coração, mas antes: - Eu estou no coração de Deus. E não penseis que podeis guiar o curso do amor; porque o amor, se vos julgar dignos, marcará ele o vosso curso. O amor não tem outro desejo senão consumar-se. Mas se amardes, e tiverdes desejos, deverão ser estes: Fundir-se e ser um regato corrente a cantar a sua melodia à noite. Conhecer a dor da excessiva ternura. Ser ferido pela própria inteligência do amor, e sangrar de bom grado e alegremente. Acordar de manhã com um coração alado e agradecer outro dia de amor. Descansar ao meio dia e meditar no êxtase do amor. Voltar a casa ao crepúsculo com gratidão; e adormecer tendo no coração uma prece pelo bem amado e um canto de louvor na boca. in "O Profeta" de Khalil Gibran"
"O Homem e a Natureza "Ao romper do dia, sentei-me na campina, travando conversa com a Natureza, enquanto o Homem ainda descansava sossegadamente nas dobras da sonolência. Deitei-me na relva verde e comecei a meditar sobre estas perguntas: Será a Beleza Verdade? Será Verdade a Beleza? E em meus pensamentos vi-me levado para longe da humanidade. Minha imaginação descerrou o véu de matéria que escondia meu íntimo. Minha alma expandiu-se e senti-me ligado à Natureza e a seus segredos. Meus ouvidos puseram-se atentos à linguagem de suas maravilhas. Assim que me sentei e me entreguei profundamente à meditação, senti uma brisa perpassando através dos galhos das árvores e percebi um suspiro como o de um órfão perdido. “Por que te lamentas, brisa amorosa?” perguntei. E a brisa respondeu: “Porque vim da cidade que se escalda sob o calor do sol, e os germes das pragas e contaminações agregaram-se às minhas vestes puras. Podes culpar-me por lamentar-me?” Mirei depois as faces de lágrimas coloridas das flores e ouvi seu terno lamento… E indaguei: “Por que chorais, minhas flores maravilhosas?” Uma delas ergueu a cabeça graciosa e murmurou: “Choramos porque o Homem virá e nos arrancará, e nos porá à venda nos mercados da cidade.” E outra flor acrescentou: “À noite, quando estivermos murchas, ele nos atirará no monte de lixo. Choramos porque a mão cruel do Homem nos arranca de nossas moradas nativas.” Ouvi também um riacho lamentando-se como uma viúva que chorasse o filho morto, e o interroguei: “Por que choras meu límpido riacho?” E o riacho retrucou: “Porque sou compelido a ir à cidade, onde o Homem me despreza e me rejeita pelas bebidas fortes, e faz de mim carregador de seu lixo, polui minha pureza e transforma minha serventia em imundície.” Escutei, ainda, os pássaros soluçando e os interpelei: “Por que chorais meus belos pássaros?” E um deles voou para perto, pousou na ponta de um ramo e justificou: “Daqui a pouco, os filhos de Adão virão a este campo com suas armas destruidoras e desencadearão uma guerra contra nós, como se fôssemos seus inimigos mortais. Agora estamos nos despedindo uns dos outros, pois não sabemos quais de nós escaparão à fúria do Homem. A morte nos segue, aonde quer que vamos.” Então o sol já se levantava por trás dos picos da montanha e coloria os topos das árvores com auréolas douradas. Contemplei tão grande beleza e me perguntei: “Por que o homem deve destruir o que a Natureza construiu?”"