"Adotarei o Amor Adotarei o amor por companheiro e o escutarei cantando, e o beberei como vinho, e o usarei como vestimenta. Na aurora o amor me acordará e me conduzirá aos prados distantes. Ao meio dia conduzir-me-á à sombra das árvores onde me protegerei do sol como os pássaros. Ao entardecer conduzir-me-á ao poente, onde ouvirei a melodia da natureza despedindo-se da luz, e contemplarei as sombras da quietude adejando no espaço. À noite o amor abraçar-me-á, e sonharei com os mundos superiores onde moram as almas dos enamorados e dos poetas. Na Primavera andarei com o amor lado a lado! E cantaremos juntos entre as colinas! E seguiremos as pegadas da vida, que são as violetas e as margaridas! E beberemos a água da chuva, acumulada nos poços, em taças feitas de narciso e lírios. No Verão deitar-me-ei ao lado do amor sobre camas feitas com feixes de espigas, tendo o firmamento por cobertor e a lua e as estrelas por companheiras. No Outono irei com o amor aos vinhedos e nos sentaremos no lagar! E contemplaremos as árvores se despindo das suas vestimentas douradas e os bandos de aves migratórias voando para as costas do mar. No Inverno sentar-me-ei com o amor diante da lareira! E conversaremos sobre os acontecimentos dos séculos e as histórias das nações e dos povos. O amor será... Meu tutor na juventude! Meu apoio na maturidade! Meu consolo na velhice! O amor permanecerá comigo até o fim da vida! Até que a morte chegue, e a mão de Deus nos reúna de novo!"
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Ver todas"Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim: Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!” Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!” Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós."
"A beleza não está na cara; a beleza é uma luz no coração."
"O amor é a única flor que cresce e floresce sem a ajuda das estações."
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