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John Donne

John Donne

John Donne (1572 – 1631) foi um poeta inglês e um pastor anglicano que viveu na pobreza por muitos anos. Suas obras de juventude são principalmente poesias amorosas e sátiras enquanto as da velhice são sermões religiosos.

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Frases de John Donne

11 frases de John Donne

"Morte, não te orgulhes, embora alguns te provem Poderosa, temível, pois não és assim. Pobre morte: não poderás matar-me a mim, E os que presumes que derrubaste, não morrem. Se tuas imagens, sono e repouso, nos podem Dar prazer, quem sabe mais nos darás? Enfim, Descansar corpos, liberar almas, é ruim? Por isso, cedo os melhores homens te escolhem. És escrava do fado, de reis, do suicida; Com guerras, veneno, doença hás de conviver; Ópios e mágicas também têm teu poder De fazer dormir. E te inflas envaidecida? Após curto sono, acorda eterno o que jaz, E a morte já não é; morte, tu morrerás."
"Bom Dia Espanta-me, em verdade, o que fizemos, tu e eu Até nos amarmos? Não estariamos ainda criados, E, infantilmente, sorvíamos rústicos prazeres? Ou ressonávamos na cova dos Sete Santos Adormecidos? Se alguma vez beleza eu de facto vi, desejei e obtive, não foi se não um sonho de ti. E agora, bom dia às nossas almas que acordam E que, por medo, uma à outra se não contemplam; Porque Amor todo o amor de outras visões influencia E transforma um pequeno quarto numa imensidão. Deixa que os descobridores partam para novos mundos, E que aos outros os mapa-mundos sobre mundos mostrem. Tenhamos nós um só, porque cada um possui, e é um mundo. A minha face nos teus olhos, e a tua nos meus, aparecem, que os corações veros e simples nas faces se desenham; Onde poderemos encontrar dois melhores hemisférios, Sem o agudo Norte, nem o declinado Oeste? Só morre o que não foi proporcionalmente misturado, E se nossos dois amores são um, ou tu e eu nos amamos Tão igualmente que nenhum abranda, nenhum pode morrer."
"Indo para o leito Vem, Dama, vem que eu desafio a paz; Até que eu lute, em luta o corpo jaz. Como o inimigo diante do inimigo, Canso-me de esperar se nunca brigo. Solta esse cinto sideral que vela, Céu cintilante, uma área ainda mais bela. Desata esse corpete constelado, Feito para deter o olhar ousado. Entrega-te ao torpor que se derrama De ti a mim, dizendo: hora da cama. Tira o espartilho, quero descoberto O que ele guarda quieto, tão de perto. O corpo que de tuas saias sai É um campo em flor quando a sombra se esvai. Arranca essa grinalda armada e deixa Que cresça o diadema da madeixa. Tira os sapatos e entra sem receio Nesse templo de amor que é o nosso leito. Os anjos mostram-se num branco véu Aos homens. Tu, meu anjo, és como o Céu De Maomé. E se no branco têm contigo Semelhança os espíritos, distingo: O que o meu Anjo branco põe não é O cabelo mas sim a carne em pé. Deixa que minha mão errante adentre. Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre. Minha América! Minha terra a vista, Reino de paz, se um homem só a conquista, Minha Mina preciosa, meu império, Feliz de quem penetre o teu mistério! Liberto-me ficando teu escravo; Onde cai minha mão, meu selo gravo. Nudez total! Todo o prazer provém De um corpo (como a alma sem corpo) sem Vestes. As jóias que a mulher ostenta São como as bolas de ouro de Atalanta: O olho do tolo que uma gema inflama Ilude-se com ela e perde a dama. Como encadernação vistosa, feita Para iletrados a mulher se enfeita; Mas ela é um livro místico e somente A alguns (a que tal graça se consente) É dado lê-la. Eu sou um que sabe; Como se diante da parteira, abre- Te: atira, sim, o linho branco fora, Nem penitência nem decência agora. Para ensinar-te eu me desnudo antes: A coberta de um homem te é bastante."