"Voa coração, ou então...Arde!"
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Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas Rato (1923 - 2005), foi um poeta português. Ganhador do Prémio Camões em 2001.
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Frases de Eugénio de Andrade
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"Param as fontes a beber-te a face."
"Hoje roubei todas as rosas dos jardins e cheguei ao pé de ti de mãos vazias."
"Levar-te à boca, beber a água mais funda do teu ser - se a luz é tanta, como se pode morrer?"
"A boca, onde o fogo de um verão muito antigo cintila. O que pode uma boca esperar senão outra boca?"
"Sê paciente; espera que a palavra amadureça e se desprenda como um fruto ao passar o vento que a mereça."
"Devias estar aqui rente aos meus lábios para dividir contigo esta amargura dos meus dias partidos um a um."
"É urgente inventar a alegria, multiplicar os beijos, as searas, é rgente descobrir rosas e rios e manhãs claras."
"Foi para ti que criei as rosas. Foi para ti que lhes dei perfume. Para ti rasguei ribeiros e dei ás romãs a cor do lume."
"Procura a maravilha. Onde um beijo sabe a barcos e bruma. No brilho redondo e jovem dos joelhos. Na noite inclinada de melancolia. Procura. Procura a maravilha."
"Creio que foi o sorriso, o sorriso foi quem abriu a porta. Era um sorriso com muita luz lá dentro, apetecia entrar nele, tirar a roupa, ficar nu dentro daquele sorriso."
"Havia uma palavra no escuro. Minúscula. Ignorada. Martelava no escuro. Martelava no chão da água. Do fundo do tempo, martelava. contra o muro. Uma palavra. No escuro. Que me chamava."