"Angústia é fala entupida."
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Ana Cristina Cesar
Ana Cristina Cesar (2 de junho de 1952 — 29 de outubro de 1983) foi uma poeta, tradutora e crítica literária brasileira, conhecida por integrar a geração mimeógrafo, movimento de literatura marginal nos anos 70. Entre suas obras se destaca o livro de poesia A teus pés" (1982).
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Frases de Ana Cristina Cesar
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"Ai, que enjoo me dá o açúcar do desejo."
"a gente sempre acha que é Fernando Pessoa"
"É sempre mais difícil ancorar um navio no espaço"
"Eu não sabia / que virar pelo avesso / era uma experiência mortal"
"Apaixonada, saquei minha arma, minha alma, minha calma, só você não sacou nada."
"Só tem caprichos É mais e mais diária – e não se perde no meio de tanta e tamanha Companhia"
"Nada, Esta Espuma Por afrontamento do desejo insisto na maldade de escrever mas não sei se a deusa sobe à superfície ou apenas me castiga com seus uivos. Da amurada deste barco quero tanto os seios da sereia."
"Quando entre nós só havia uma carta certa a correspondência completa o trem os trilhos a janela aberta uma certa paisagem sem pedras ou sobressaltos meu salto alto em equilíbrio o copo d’água a espera do café"
"Acreditei que se amasse de novo esqueceria outros pelo menos três ou quatro rostos que amei... organizei a memória em alfabetos como quem conta carneiros e amansa no entanto flanco aberto não esqueço e amo em ti os outros rostos."
"Também eu saio à revelia e procuro uma síntese nas demoras cato obsessões com fria têmpera e digo do coração: não soube e digo da palavra: não digo (não posso ainda acreditar na vida) e demito o verso como quem acena e vivo como quem despede a raiva de ter visto."
"Tu queres sono: despe-te dos ruídos, e dos restos do dia, tira da tua boca o punhal e o trânsito, sombras de teus gritos, e roupas, choros, cordas e também as faces que assomam sobre a tua sonora forma de dar, e os outros corpos que se deitam e se pisam, e as moscas que sobrevoam o cadáver do teu pai, e a dor (não ouças) que se prepara para carpir tua vigília, e os cantos que esqueceram teus braços e tantos movimentos que perdem teus silêncios, e os ventos altos que não dormem, que te olham da janela e em tua porta penetram como loucos pois nada te abandona nem tu ao sono."