"Deixo a vida como deixo o tédio."
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Álvares de Azevedo
Manuel Antônio Álvares de Azevedo (1831 - 1852) foi um romancista, dramaturgo e poeta brasileiro, nascido em São Paulo. É muito conhecido pela sua obra "Noite na Taverna".
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Frases de Álvares de Azevedo
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"Sou o sonho de tua esperança, Tua febre que nunca descansa, O delírio que te há-de matar!"
"Invejo as flores que murchando morrem, E as aves que desmaiam-se cantando E expiram sem sofrer..."
"Feliz daquele que no livro d'alma não tem folhas escritas. E nem saudade amarga, arrependida, nem lágrimas malditas."
"Amo-te como o vinho e como o sono, Tu és meu copo e amoroso leito... Mas teu néctar de amor jamais se esgota, Travesseiro não há como teu peito."
"Respiro o vento, e vivo de perfumes No murmúrio das folhas de mangueira; Nas noites de luar aqui descanso e a lua enche de amor a minha esteira."
"E quando nas águas os ventos suspiram, São puros fervores de ventos e mar: São beijos que queimam... e as noites deliram, E os pobres anjinhos estão a chorar! Ai! quando tu sentes dos mares na flor Os ventos e vagas gemer, palpitar, Porque não consentes, num beijo de amor, Que eu diga-te os sonhos dos anjos do mar!"
""Quand la mort est si belle, Il est doux de mourir " (V.Hugo) ..... Amemos! quero de amor Viver no teu coração! Sofrer e amar essa dor Que desmaia de paixão! ... Quero em teus lábios beber Os teus amores do céu, Quero em teu seio morrer No enlevo do seio teu! ... E entre os suspiros do vento Da noite ao mole frescor, Quero viver um momento, Morrer contigo de amor!"
"Adeus, Meus Sonhos! Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro! Não levo da existência uma saudade! E tanta vida que meu peito enchia Morreu na minha triste mocidade! Misérrimo! votei meus pobres dias À sina doida de um amor sem fruto... E minh’alma na treva agora dorme Como um olhar que a morte envolve em luto. Que me resta, meu Deus?!... morra comigo A estrela de meus cândidos amores, Já que não levo no meu peito morto Um punhado sequer de murchas flores!"
"TRIDADE A vida é uma planta misteriosa Cheia d’espinhos, negra de amarguras, Onde só abrem duas flores puras Poesia e amor... E a mulher... é a nota suspirosa Que treme d’alma a corda estremecida, É fada que nos leva além da vida Pálidos de langor! A poesia é a luz da mocidade, O amor é o poema dos sentidos, A febre dos momentos não dormidos E o sonhar da ventura... Voltai, sonhos de amor e de saudade! Quero ainda sentir arder-me o sangue, Os olhos turvos, o meu peito langue... E morrer de ternura!"
"SONETO Pálida à luz da lâmpada sombria, Sobre o leito de flores reclinada, Como a lua por noite embalsamada, Entre as nuvens do amor ela dormia! Era a virgem do mar, na escuma fria Pela maré das águas embalada! Era um anjo entre nuvens d'alvorada Que em sonhos se banhava e se esquecia! Era a mais bela! Seio palpitando... Negros olhos as pálpebras abrindo... Formas nuas no leito resvalando... Não te rias de mim, meu anjo lindo! Por ti - as noites eu velei chorando, Por ti - nos sonhos morrerei sorrindo!"
"— Deus! Crer em Deus! Sim como o grito íntimo o revela nas horas frias do medo — nas horas em que se tirita de susto e que a morte parece roçar úmida por nós! Na jangada do náufrago, no cadafalso, no deserto — sempre banhado do suor frio — do terror e que vem a crença em Deus! — Crer nele como a utopia do bem absoluto, o sol da luz e do amor, muito bem! Mas se entendeis por ele os ídolos que os homens ergueram banhados de sangue, e o fanatismo beija em sua inanimação de mármore de há cinco mil anos! Não credo nele!"