"Fecho a porta do armário, na busca entorpecida por sentir, prendo o dedo na emboscada de portas se fechando - fechando o cerco! Sou eu, pressionada, angustiada, sentindo a dor que me faz crescer sem que me dê conta... Desejo escapar; grito! Às vezes, xingo... Um palavrão se quer que expresse a dor, o dedo preso, a mulher presa, sufocada por seus grilhões, que a todo instante lhe cobra crescimento."
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Adriana Vargas
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Frases - Página 3
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"Ttodo tipo de conhecimento, merecedor ou não da dignidade de permitirmos que nosso mundo se modifique a ponto de recebê-lo, mas de uma coisa sei... E disso não abro mão, mesmo que não aprendamos com o mal, mas que ao menos, temos a visão e audição para enxergá-lo antes que ele se aloje, forjando a sua aparência com o afã de engano, apresentando-se como um suposto contribuinte de construção e somatória."
"O conhecimento em conchavo com a comunicação fará com que a vida desperte todos os dias com o desejo de respirar. Se o for, pelo o saber do mal alastrado por entre os microfones e holofotes da vida, este terá o domínio certeiro, pronto para arrastar pelos cabelos aquele que não foi fiel aos seus sentidos – visão e audição... E não soube usar a seu favor, o que de mais sagrado existe entre os homens – princípios."
"Passei os olhos nas páginas de minha vida, tive medo... Poderia escrever minha biografia, daria um livro, no mínimo útil aos julgadores existentes entre o bem e o mal. Desisti. Não seria capaz de ver meus pedaços contados entre os becos e palácios; prefiro dizê-los nas entrelinhas de meus sonhos poéticos, ou, hora ou outra, na brincadeira do inverso ao criar as personagens que realizam o meu sonho de ser, que eu nunca fui."
"Penso em minha extensão... Como estou os criando; se já não estão criados, e mesmo assim, olho e vejo-os ainda tão pequeninos, fazendo ninho em meu ventre, como se estivessem dentro do meu útero. Não pude fazer de meus filhos, a realização dos meus sonhos perdidos; dei a eles, a escolha em ser aquilo que os fazem felizes, compreendo isso por amor, pois sei, que amar a um filho é não obrigá-lo a viver com as minhas mentiras."
"O que melhor poderá despertar a consciência são dois sentidos encontrados no homem – a visão e a audição; ambos emergem uma pré-disposição; uma permissão para tal fundamento. Quando se consegue ver e ouvir, enxerga-se a realidade; e esta aguça a percepção de tudo que esteja acontecendo dentro e fora de si mesmo. Deixa-se de ser ignorante, e passa a ter o conhecimento; deste modo, as coisas jamais serão como antes – os objetivos mudaram rumo à liberdade."
"Com as mãos ávidas, arranho as paredes, sentindo a textura fria e lisa, deslizando por entre minhas digitais - hora desejo tanto, hora repulso, lambuzando a falsa moral de quem finge não sentir nada... Sinto... Deito-me com os sentidos... Penso... Espanto o sentimento; volto ao teatro estimulante de quem treina para sentir. Abro o armário e abraço as roupas, elas se encaixam em meu corpo, acariciam-me como a cereja no copo de martini, de um lado para o outro... tocando-me..."
"O túnel que percorro é escuro e a visão é turva. Abandonei tudo que me tirava o tempo que preciso para a dedicação de meu projeto. As pessoas me chamam de louca, evito ouvi-las. Se eu tiver que decidir um dia em deixar algo que quero por conta da busca pela a aceitação das pessoas, prefiro morrer sem tomar um último copo d'água diante da sede arrebatadora, pois se assim o for, de uma gota, se quer desta água serei digna. Não sei morrer se não for com a bandeira do meu sonho nas mãos."
"O sol brilha lá fora na intensidade dos sentimentos latejantes aqui dentro da alma... Será que ainda estou dormindo ou morri? - pasmo! Não... Não é um sonho... Estar por um fio, às vezes passa algumas impressões congestionantes na identificação do que esteja acontecendo... A vasão de estar lá e cá; um lugar que ainda não chegou, mas é como se já existisse - coisas de gente doida - poderia me encaixar perfeitamente nesta categoria - uma quase vaga para uma candidata suspeita ao manicómio por acreditar em seus afãs incomuns - ousadia e ação criativa."
"Sei falar palavras de difícil entendimento, apenas para confundir os que gostam de inutilidades que aparentam beleza ou por ofuscar um brilho que deveria ser feito de ouro. Isso chama atenção, tanto quanto o meu português ruim, quando quero, ou não, bastar-me a mim mesma. O ruim também chama atenção e me faz lembrar sempre do ponto preto pequenino querendo se esconder na parede vasta, toda branca e lisa, porém sua cor é preta... São polegadas de satisfação para olhos que não perdoam. Se eu disser ponto “negro” serei processada por preconceito – as pessoas acham palavras para tudo!"
"Entro em um banheiro público e nele, as bonecas de louça no retoque do batom, mas não só neste que bem se adivinhava a mão leve e inteligente de uma mulher, de gosto e educação, na escolha de alguns móveis, e, sobretudo, na escolha desses pequenos objetos íntimos, indispensáveis para fisgar um homem de tratamento fútil: escovas, pequenos espelhos, estojo de unhas, porta-jornais, vide-poches, porta-jóias, cinzeiros de madrepérola, etc. Tudo isso disposto com aparente descuido intimo (superficialidade), mas com requintado instinto artístico. As pessoas gostam de impressionar (Por que não leem?)"
"A todo o momento, alguém fala comigo através de algum escrito, ou fotografia, porém, a mensagem que mais consegui ler, foi quando as olhei nos olhos e pude notá-las longe dos rótulos; vi tantas histórias e compreendi que se me atentar, em um dia posso aprender tantas coisas que jamais imaginária, se não me manter segura em meio as almofadas de meu umbigo, perceberei que o outro tem sentimento, e que seus olhos traduzem o que eu estava necessitando para continuar a escrever meus livros. Ah! Esses pequenos detalhes, tão santos, que me trazem a inspiração... Objetos e coisas, pessoas e sentimentos tão cheio de detalhes... Distraio-me de mim mesma, ao observar o mundo, esquecendo dos anseios que em muitas vezes, me tornam algoz."