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Skate

As melhores frases e reflexões sobre Skate.

"(...) mas um dia, você pode ter certeza, o desequilíbrio irá atrapalhar essa sua destreza. Interromper suas acrobacias. Seus truques. Manobras. Um dia, esse seu número chegará ao fim, de repente. Espetáculo encerrado, de uma hora para outra, pelas bolas coloridas espalhadas pelo chão. Um dia, enquanto estiver recolhendo uma por uma, entre tantas vaias, você irá se arrepender. Jurar nunca mais fazer malabarismos por tanto tempo com os sentimentos de quem já o aplaudiu."
"Bourbon Street Eu era branco e preto As pessoas eram brancas e pretas As luzes brancas, o asfalto preto O carro branco, a noite preta Tudo era branco e preto. O ambiente era branco e preto A conversa era branca e preta A cadeira era branca, a mesa preta O garçom usava camisa branca e calça preta. De repente, um drinque colorido, * extremamente colorido, inebriantemente colorido, Aquele piano de teclas brancas e pretas – ficou colorido. E a sua ausência colorida, tão insuportavelmente colorida que a minha vida ficou branca e preta."
"A Lógica de Einstein! Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo. Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino: - Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis! Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou: - Eu sei como ele conseguiu. Todos perguntaram: - Pode nos dizer como? - É simples: - respondeu o velho. - Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz."
"GRAUS NEGATIVOS Encontramo-nos numa festa que não gosta de nós. Ao fim, a festa deixa cair a sua máscara e mostra-se tal como é: uma estação de manobras. Colossos gelados estão de pé, sobre os carris, no nevoeiro. Um pedaço de giz riscou as portas da carruagem. Não se devia mencionar, mas aqui há muita violência reprimida. Por isso os pormenores são tão pesados. E é tão difícil vermos o outro, que também existe: um raio de sol reflectido que se movimenta por cima do muro da casa, que desliza através do bosque ignorado, de rostos cintilantes; uma frase bíblica que nunca se escreveu: "vem até mim, pois eu sou contraditório como tu". Amanhã trabalharei numa outra cidade. Eu corro para lá, através da madrugada que é um grande cilindro negro e azul. Oríon está pendurada por cima da geada. Crianças num montão de mudez esperam pelo autocarro, crianças pelas quais ninguém reza. A luz cresce, pouco a pouco, como o nosso cabelo."
"I stand in the ring in the dead city and tie on the red shoes. Everything that was calm is mine, the watch with an ant walking, the toes, lined up like dogs, the stove long before it boils toads, the parlor, white in winter, long before flies, the doe lying down on moss, long before the bullet. I tie on the red shoes. They are not mine. They are my mother’s. Her mother’s before. Handed down like an heirloom but hidden like shameful letters. The house and the street where they belong are hidden and all the women, too, are hidden. All those girls who wore the red shoes, each boarded a train that would not stop. Stations flew by like suitors and would not stop. They all danced like trout on the hook. They were played with. They tore off their ears like safety pins. Their arms fell off them and became hats. Their heads rolled off and sang down the street. And their feet – oh God, their feet in the market place - their feet, those two beetles, ran for the corner and then danced forth as if they were proud. Surely, people exclaimed, surely they are mechanical. Otherwise… But the feet went on. The feet could not stop. They were wound up like a cobra that sees you. They were elastic pulling itself in two. They were islands during an earthquake. They were ships colliding and going down. Never mind you and me. They could not listen. They could not stop. What they did was the death dance. What they did would do them in."
"Os Skatistas Silêncio, por favor, enquanto assisto o movimento dos rapazes com seus skates. Quem vê suas roupas largas, com calças maiores que as pernas, não se engane , não é despojo - é para que caiba a grandeza que há em cada um deles... Chegam em grupo, mas bem poderiam vir sozinhos, por que cada um vive seu momento ao mesmo tempo e independente dos outros. São incansáveis em repetir mil vezes a mesma manobra, às vezes cometendo mil vezes o mesmo erro, mas eles persistem, não se entregam ao erro - perseguem por instinto ou obstinação a perfeição. O Skatista sabe que é preciso treino, aperfeiçoamento constante para conseguir a manobra perfeita, e querem conseguir exclusivamente o seu melhor, por que não há competição entre eles. Naquele instante, são apenas o Skatista, o chão, o ar, e o skate. Em cada obstáculo tem-se um novo desafio, um limite a ser superado, um vencer o medo a cada instante. A cada segundo a sabedoria para hora ousar, hora manter o equilíbrio. O Skatista não tem medo de machucar-se, não tem medo da queda - O Skatista entrega-se. Corre, salta, cai. Nenhum de seus companheiros manifesta-se ou estende a mão. O silêncio é sinal de respeito e eles sabem que o outro é capaz de levantar-se sozinho. Cair faz parte da vida, e não importa quantas vezes caiam ou se machuquem, eles levantarão e tentarão outra vez. Não, ninguém jamais os ensinou coisa alguma. O Skatista apenas sente que dentro dele existe uma força enorme para realizar feitos incríveis, e em suas manobras e peripécias vão nos dizendo do jeito deles que por mais que erremos ou machuquemo-nos no caminho, devemos tentar sempre, por que, como eles, todos nós somos grandes, mas muitas vezes deixamos de acreditar nisto..."
"AME S2 Simplesmente ame. Ame a lembrança que se tem da infância, aqueles mil e um roxos nos joelhos e os primeiros passos de patins. Ame quando você for criança e achar que seu pai é o maior homem desse mundo, mas ame mais quando você descobrir que ele é, sim, o mais importante. Ame o abraço de uma amiga verdadeira que você descobriu e que, juntas, vocês conquistaram o mundo apenas sentadas de baixo de uma árvore. Ame quando você descobrir que não existe só uma amizade assim, e que, no decorrer da vida, você descobre que cada pessoa passa por você na fase certa, fazendo dela única naquele momento. Ame um sorriso seu, mas ame mais um sorriso pra você. Ame a primeira flor e bombons que você ganhar, guarde a caixa e suspire inúmeras vezes quando olhá-la. Ame aquela ligação de madrugada das suas amigas berrando e dizendo que amam você. Ame mais ainda aquela outra ligação, no começo da noite pra te desejar um “dorme bem”. Ame o abraço da sua mãe depois de uma longa conversa sobre amores e amigos. Ame aquele domingo em família. Ame todos os seus aniversários. Ame as borboletas, mas ame mais quando elas voarem dentro de você e aí, sim, ame. Ame e ame demais seu pai e sua mãe em todo o momento. Ame suas primas. Ame aquelas férias de uma semana a qual você conheceu pessoas eternas. Ame aquela velha e boa amiga do tempo de criança que diz “eu sempre torci por você” a cada derrota ou vitória sua. Ame a saudade, mas ame mais ainda a hora de matar ela. Ame crianças e bagunça e cães é claro. Ame e festeje o pôr do sol, mas ame mais ele nascendo. Ame o primeiro amor, e encontre o segundo para amar ainda mais. Ame uma festa até às seis da manhã, mas ame mais o dez que você tirou na prova que vinha na manhã seguinte. Ame sua sorte, seu cabelo e seu perfume. Ame o sol. Ame as suas músicas. Ame seus medos, ame o que passou o que está acontecendo e o que está por vir, apenas ame... E depois de um tempo que você amar, se amar... comece tudo de novo, mas dessa vez, faça diferente, ensine alguém a amar... você! ;*"
"Eu fui marcada Marcas, nódoas feitas por contusões, batidas, tropeços. Você com certeza deve ter alguma em seu corpo adquirida por um tombo quando criança ou uma queda por exemplo. Acertei? Eu sabia. Todos nós carregamos marcas. Muitas delas essenciais para o aprendizado de coisas novas, como: andar de bike, de skate, subir em árvores, brincar de queimado, pique-esconde, bandeirinha, aprender a ser livre, sociável, a ser você mesmo. Esses são só os primeiros tombos causados pelos primeiros passos da sobrevivência. Nem deixam tantos traumas assim. Mas há outras marcas necessárias para ensinamentos maiores e mais importantes. Lembro-me exatamente do dia em que fui marcada, sem intenção, pela ponta de um cigarro aceso, bem no pescoço. Foi um acidente, eu devia ter uns 6 anos e ainda me lembro da cena. Minha mãe conversava com minhas tias numa festa de família, fumava cigarro porque achava isso um charme, estavam super animadas. O papo devia estar muito bom. Eu vinha correndo por detrás dela tentando me esconder dos meus primos, quando ela espalhafatosamente traz a mão para trás, e desatenta, me fere. Levo essa marca comigo até hoje, visível. Pelo menos, desse dia em diante ela nunca mais pôs um cigarro na boca. Serviu como lição. Fui marcada por uma boa causa. Valeu a pena. Comecei a escrever sobre isso porque um dia desses, uma cicatriz bem pequenininha no meu dedo mindinho, quase imperceptível, dessas que a gente nem lembra onde foi que se cortou, começou a me incomodar. Eu fiquei olhando pra ela tentando me lembrar aonde eu havia me machucado, mas não vinha nada a mente e foi então que comecei a escrever sobre as feridas cicatrizadas com o tempo. Sobre as marcas emocionais, manchas ocasionadas por ressentimentos. Muitas delas feitas por pessoas também feridas pela vida. É o famoso ciclo da vingança. Todos nós já passamos por isso, já ferimos alguém e já saímos machucados de certas histórias. Tudo isso pra se sentir superior ou amenizar alguma dor. Fiz uma retrospectiva e recordei de algumas situações que fui marcada e de outras várias que com certeza devo ter marcado alguém. Passei a limpo minha vida de erros e acertos, de pedras de tropeço, e descobri que a cura não tem nada a ver com o sumiço das cicatrizes. As marcas continuam, a dor é que vai embora. Cada marca tem a sua história, o sofrimento é que é deletado da memória."
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