Ver Todos os Temas

Showa

As melhores frases e reflexões sobre Showa.

"Divisa Mais importante do que a ciência é o seu resultado, Uma resposta provoca uma centena de perguntas. Mais importante do que a poesia é o seu resultado, Um poema invoca uma centena de atos heróicos. Mais importante do que o reconhecimento é o seu resultado, O resultado é dor e culpa. Mais importante do que a procriação é a criança. Mais importante do que a evolução da criação é a evolução do criador. Em lugar de passos imperativos, o imperador. Em lugar de passos criativos, o criador. Um encontro de dois: olhos nos olhos, face a face. E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos e colocá-los-ei no lugar dos meus; E arrancarei meus olhos para colocá-los no lugar dos teus; Então ver-te-ei com os teus olhos E tu ver-me-às com os meus. Assim, até a coisa comum serve o silêncio E nosso encontro permanece a meta sem cadeias: O Lugar indeterminado, num tempo indeterminado, A palavra indeterminada para o Homem indeterminado."
"Os professores da minha escola A professora de Matemática, com suas contas complicadas, falando em equações, no Teorema de Pitágoras. A professora de Português, com seu modo indicativo, falando em advérbios, interjeições, substantivos. A professora de Geografia, com seus complexos regionais, falando em sítios urbanos, em pontos cardeais. A professora de Ciências, com seus ensinamentos ecológicos, falando em evolução, em estudos biológicos. A professora de História, com seus povos bizantinos, falando na Idade Média, no Imperador Constantino. A professora de Inglês, com seus don't, do e does, falando em personal pronouns, na diferença entre go e goes. A professora de Artes, com suas obras e seus artistas, falando em artes ópticas, em pintores surrealistas. O professor de Educação Física, com suas regras de voleibol, falando sobre basquete, em times de futebol. Os professores da minha escola, com suas matérias que às vezes não entendemos, falando em todas as coisas, que aos poucos vamos aprendendo."
"Que é Deus para nós? É o Criador dos céus e da terra; Ele sustenta os pilares do universo. Ele com Seu hálito, perfuma as flores. Com Seu lápis colore. Ele é o autor desta linda criação. “Somos ovelhas do seu pasto; Ele nos fez, e não nós a nós mesmos”. A relação que tem conosco é de Construtor e Criador; e por esse fato reclama ser nosso Rei. Ele é nosso Legislador, o autor da lei; e logo, para que nosso crime seja pior e mais grave, Ele governa a providência; pois é Ele quem nos guarda dia a dia. Ele supre nossas necessidades; Ele mantém o ar que nosso nariz respira. Ele ordena ao sangue que mantenha seu curso por todas nossas veias; Ele nos mantém com vida, e nos previne da morte; Ele está diante de nós como nosso Criador, nosso Rei, nosso Sustento, nosso Benfeitor; e eu pergunto: por acaso não é um crime de enorme magnitude, não é alta traição contra o imperador do céu, não é um pecado horrível, cuja profundidade não podemos medir com a sonda de todo nosso juízo, que nós, Suas criaturas, que dependemos dEle, estejamos inimizados com Ele?"
"EM QUE LUGARES O ANO NÃO COMEÇA NO DIA 1° DE JANEIRO Em mais de uma dezena de países - mais especificamente, em todas as nações que não utilizam o chamado calendário gregoriano, baseado no movimento do Sol. Esse calendário, que tem como marco inicial o nascimento de Jesus, é adotado pelo Brasil e pela maioria das nações ocidentais. Mas na China, por exemplo, o que vale é uma contagem baseada nos ciclos da lua, introduzida no ano 2637 a.C. pelo imperador Huang-ti, com anos de 363 dias. Neste ano, os chineses comemoram a passagem para o ano 4702 no dia 9 de fevereiro. Já em países do Oriente Médio como Arábia Saudita e Iêmen, a marcação mais usada é o calendário islâmico, que começa em 622 d.C. Foi nesse ano que ocorreu a Hégira, episódio em que Maomé, fundador do islamismo, fugiu da cidade de Meca para Medina. Pelo calendário islâmico, cada ano tem 354 ou 355 dias. No dia 10 de fevereiro deste ano, celebra-se o primeiro dia do ano 1426. Das nações islâmicas, as únicas exceções são Irã e Afeganistão, que usam um calendário parecido com o islâmico, mas com anos de 365 dias. Para iranianos e afegãos, a virada para o ano 1384 acontece no dia 21 de março. Ainda no Oriente Médio, os judeus de Israel saudarão o ano novo de 5766 apenas no dia 4 de outubro. O calendário judaico tem anos de 353 a 355 dias e começa em 3761 a.C., que para os judeus é o ano de criação do Universo. Por último, vale lembrar que na Índia os hindus também têm um calendário religioso, em que o ano corrente é 1926. Por lá, a passagem de ano será celebrada em 22 de março de 2005. (artigo publicado em 2005. Atualizar os dados) Fonte:MundoEstranho"
"Um Apólogo Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha: – Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo? – Deixe-me, senhora. – Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça. – Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros. – Mas você é orgulhosa. – Decerto que sou. – Mas por quê? – É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu? – Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu, e muito eu? – Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados... – Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e mando... – Também os batedores vão adiante do imperador. – Você é imperador? – Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto... Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana – para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha: – Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima... A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte; continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe: – Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: – Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: – Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!"