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Multiculturalismo

As melhores frases e reflexões sobre Multiculturalismo.

"Para as nossas acções e omissões, não é preciso tomar ninguém como modelo, visto que as situações, as circunstâncias e as relações nunca são as mesmas e porque a diversidade dos carácteres também confere um colorido diverso a cada acção. Desse modo, duo cum faciunt idem, non est idem (quando duas pessoas fazem o mesmo, não é o mesmo). Após ponderação madura e raciocínio sério, temos de agir segundo o nosso carácter. Portanto, também em termos práticos, a originalidade é indispensável; caso contrário, o que se faz não combina com o que se é."
"Essa não é minha vida mesmo, essa alegria é emprestada, esse sorriso é postiço. No meu rosto decorado com pó diluível, a maquiagem é à prova de decepção - especial pra quem vaga pela noite sem o retornável desejo de quebrar a cara. E desse corpo que ofereci pra ser só seu, também não sou mais dona, agora é quase de quem quiser. Cara, eu só queria te ver mostrando que precisa de mim, vez que outra. Que me amasse com ênfase nas vezes que não mereci ser amada. Porque, entre me sentir inútil só pra você e me sentir inútil pro resto do mundo, optei pela diversidade"
"— Vês, és um homem íntegro. — volveu Stepane Arkadievitch — Esse é o teu defeito e a tua virtude. Tens um carácter íntegro e queres que toda a vida se componha de manifestações íntegras. Mas a verdade é que isso não acontece. Por isso desprezas a actividade social do Estado, pois queres que todo o esforço estivesse sempre directamente relacionado com um fim, o que não é verdade. Também gostarias que a actividade do homem tivesse um objectivo que o amor e a vida conjugal fossem uma e a mesma coisa. Mas as coisas não se passam assim. Toda a diversidade, todo o encanto, toda a beleza da vida se compõe de luzes e de sombras. (Anna Karenina)"
"O Simbolismo do Objecto Cada objecto costuma transformar-se, em nós, segundo as imagens que evoca e reúne, por assim dizer, em seu redor. É claro que um objecto também pode agradar por si mesmo, pela diversidade das sensações agradáveis que suscita em nós numa percepção harmoniosa; mas bem mais frequentemente, o prazer que um objecto nos dá não se encontra no objecto em si mesmo. A fantasia embeleza-o, cingindo-o e quase projectando nele imagens que nos são queridas. Nem nós o percepcionamos já tal qual como ele é, mas quase animado pelas imagens que suscita em nós ou que os nossos hábitos lhe associam. No objecto, em suma, nós amamos aquilo que nele projectamos de nosso, o acordo, a harmonia que estabelecemos entre nós e ele, a alma que ele adquire só para nós e que é formada pelas nossas recordações."
"AQUELAS AMIGAS VERDES (Luiz Islo Nantes Teixeira) Sentiremos saudades daquelas amigas De raizes tao produndas Que as tempestades nao podem arrancar Aquelas altas e bonitas Que escondem as lagoas fundas Onde as cachoeiras vao mergulhar Sentiremos saudades daqueles frutos Que tanto os honestos como os corruptos Podem vir e saborear Sentiremos saudades daqueles verdes Que cobrem a terra com seus tapetes Ate onde os olhos nao podem alcancar Preservar e viver com mais paixao Ter ar mais puro para nossos pulmoes Respeitar diversidade da criacao Ver o amor crescer em nossos coracoes Sentiremos saudades das amigas verdes Onde amarravamos nossas redes Admirando o Negro e o Solimoes Sentiremos saudades do fruto maduro Quando um dia no distante futuro Ja nao termos nenhuma beleza para admirar Quando a o solo for seco e bem duro Derramaremos muitas lagrimas no escuro Por destruirmos nosso mundo , nosso lar Sentiremos saudades daquelas amigas Que como torres erguidas Abrigam os animais em algum lugar Aquelas mesmas altas e verdejantes Onde as serras e cegueira dos ignorantes So querem desmatar. © 2008 Islo Nantes Music/Globrazil(ASCAP) Globrazil@verizon.net or Globrazil@hotmail.com USA - (1) 914-699-0186 - Luiz http://www.yesportes.com/ http://www.islonantes.com/"
"Os homens (diz uma antiga máxima grega) são atormentados pelas ideias que têm das coisas, e não pelas próprias coisas. Haveria um grande ponto ganho para o alívio da nossa miserável condição humana se pudéssemos estabelecer essa asserção como totalmente verdadeira. Pois, se os males só entraram em nós pelo nosso julgamento, parece que está em nosso poder desprezá-los ou transformá-los em bem. Se as coisas se entregam à nossa mercê, por que não dispomos delas ou não as moldarmos para vantagem nossa? Se o que denominamos mal e tormento não é nem mal nem tormento por si mesmo, mas somente porque a nossa imaginação lhe dá essa qualidade, está em nós mudá-la. E, tendo essa escolha, se nada nos força, somos extraordinariamente loucos de bandear para o partido que nos é o mais penoso e dar às doenças, à indigência e ao desvalor um gosto acre e mau, se lhes podemos dar um gosto bom e se, a fortuna fornecendo simplesmente a matéria, cabe a nós dar-lhe a forma. Porém vejamos se é possível sustentar que aquilo que denominamos por mal não o é em si mesmo, ou pelo menos que, seja ele qual for, depende de nós dar-lhe outro sabor e outro aspecto, pois tudo vem a ser a mesma coisa. Se a natureza própria dessas coisas que tememos tivesse o crédito de instalar-se em nós por poder seu, ele se instalaria exactamente da mesma forma em todos; pois os homens são todos de uma só espécie e, excepto por algo a mais ou a menos, acham-se munidos de iguais orgãos e instrumentos para pensar e julgar. Mas a diversidade das ideias que temos sobre essas coisas mostra claramente que elas só entram em nós por mútuo acordo: alguém por acaso coloca-as dentro de si com a sua verdadeira natureza, mas mil outros dão-lhes dentro de si uma natureza nova e contrária."
"São Paulo, que mora em mim. A primeira impressão do menino de interior chegando a uma floresta de edifícios. Senti-me soterrado, assombrado pelo colosso que é essa cidade altiva. Fiquei atônito com a quantidade e diversidade de restaurantes, bares, hotéis, padarias, cafés, cinemas, lojas, vitrines. Mas foi um momento mágico, e o esmagamento transmutou-se em encantamento. Hoje não tenho medo, não tenho assombro. Tenho loucura, a mesma loucura de Mário de Andrade: sou um desvairado pela Paulicéia". "Tenho vontade de ver essa cidade mais bonita, mais limpa, valorizando mais - e principalmente - a região central. Quiçá transformando pichadores em artistas, valorizando a força poética desse povo. São Paulo mora dentro de mim. É parte de meu sistema nervoso central, formado por um conjunto de um milhão de motivos amorosos". "São Paulo me ilumina, por dentro, com suas cores. A variedade cromática dos seus parques, Ibirapuera, Carmo, Juventude, Aclimação, Trianon, Campestre. A variedade dimensional das suas arquiteturas de granito, pedra sabão, mármore, ferro, concreto, aço, tijolos, azulejos e vitrais, em prédios, bangalôs, varandas, sacadas, igrejas, capelas, caixotes e tendas. A variedade sagrada de suas flores, floreiras, vasos, bancas, vitrines, esquinas. A variedade tremulante das suas aves, das suas bandeiras, seus lençóis e bandeirolas. A variedade gastronômica dos seus orientais, regionais, mediterrâneos, contemporâneos. São Paulo se derrama em mim, pelas minhas veias. Cada gota uma nacionalidade, trezentos pedaços de glórias e de histórias. Sua geografia arterial reproduz o caminho de minhas safenas, cavas, subclávias e aortas, em avenidas corpóreas como a 23 de maio, Paulista, Consolação, Ipiranga e Liberdade.". "São Paulo do charmoso bairro em que vivo Higienópolis. Das Praças Vila Boim e Buenos Aires, de amigos fascinantes, das múltiplas tribos. São Paulo é o coroamento de raças, etnias e credos. É a epopéia da heterogeneidade, se move, se alteia, se levanta, não pára, dentro de mim. Eu moro em São Paulo. Mas, antes disso, São Paulo mora em mim"."