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Ioga

As melhores frases e reflexões sobre Ioga.

"Sou doce. Sou azeda. Sou fria. Sou calorosa. Sou amor e também ódio. Sou um tempo ensolarado com previsão de chuva no fim da tarde. Previsão apenas, não se pode ter certeza absoluta em nada sobre mim. Sou incostante, volúvel, impaciente, temperamental e rígida. Mas também sou calma, sossegada, paciente, com bom humor e flexibilidade. Sorrio hoje e choro amanhã. Mudo com o passar do tempo, de pessoas, e de momentos. Mudo com a dor e também com a alegria. Sou uma nova pessoa a cada dia. Me transformo a cada final. É como se existissem vários personagens dentro de mim, só esperando a hora certa para entrar em cena"
"Quando se está com um homem assim, eu lembro “meu deus, como eu gosto disso”. Eu não gosto de trabalhar, eu não gosto de mais da metade de tudo que eu como, eu não gosto de falar ao telefone, eu não gosto de ser paquerada, eu não gosto de festa de família, eu não gosto de acordar, eu não gosto de pagar conta, eu não gosto das minhas roupas, eu não gosto de 80% dos papos que as pessoas querem começar comigo, eu não gosto de colocar o umbigo nas costas na aula de yoga, da minha vizinha que está sempre berrando com alguém ao telefone, eu não gosto da louça, do pessoal que me pergunta como faz pra trabalhar num sei onde, de listas de presentes. Mas eu gosto disso, eu vivo pra isso, eu acordo pra isso, eu trabalho pra isso, eu tomo banho pra isso."
"Quando você se compromete com o seu melhoramento, tem que renunciar a muitas coisas da sua rotina, do seu comportamento emocional. As mudanças poderão até ser dolorosas, mas jamais estéreis, porque são inevitáveis e só têm princípio. É preciso muita coragem pra caminhar por uma paisagem nova e desconhecida, mas a vida pede de nós flexibilidade e perdão para que o amor se instale com conforto na nossa alma. Sejam gentis com vocês, com os outros. E tenham muita consciência do potencial que ainda não foi desenvolvido. Estamos aqui para que o Universo também se beneficie da nossa existência. E receberemos em troca o eco do que emanarmos. Felicidade é só uma palavra se você não tiver gratidão pelas conquistas que já teve e pelas que ainda poderá obter. E o amor só se tornará uma experiência se você permitir que ele te envolva, sem armaduras. Confie na vida e siga em frente. O mal só existe quando damos poder a ele. E somos do tamanho que queremos ser."
"Voltando ao nosso assunto, chegamos a seguir ao pranayama, controle da respiração. Que tem isso a ver com os poderes de concentração da mente? A respiração é como o volante desta máquina, o corpo. Numa grande máquina encontrais o volante se movimento, e aquele movimento é comunicado à maquinaria cada vez mais fina, até que o mais delicado, o mais fino maquinismo da máquina é posto em movimento. A respiração é o volante, suprindo e regulando a força motriz de tudo neste corpo. Houve, certa vez, um ministro de um grande rei, que veio a cair em desgraça. O rei, como castigo, ordenou que o encerrassem numa torre muito alta. Isso foi feito, e ali o ministro foi deixado, para morrer. Tinha ele, entretanto, uma esposa fiel, que veio ter à torre, pela noite, e chamou o marido lá no alto para saber o que poderia fazer por ele. Disse-lhe o homem que voltasse na noite seguinte e trouxesse uma corda comprida, um pouco de cordão bem forte, barbante, fio de seda, um besouro, e um pouco de mel. Embora muito espantada, a boa esposa obedeceu e levou-lhe os artigos pedidos. O marido disse-lhe que amarrasse bem o fio de seda no besouro, depois untasse as antenas dele com uma gota de mel e o libertasse na parede da torre, com a cabeça voltada para cima. A mulher cumpriu aquelas instruções e o besouro iniciou sua longa jornada. Sentindo diante de si o cheiro do mel, foi-se arrastando para a frente, subindo, na esperança de alcançá-lo, até que chegou ao alto da torre, onde o ministro o agarrou e se apoderou do fio de seda. Disse, então, à esposa, que amarrasse na outra ponta o barbante, e depois de o ter içado, repetiu o processo com o cordão forte, e, finalmente, com a corda. O resto foi fácil. O ministro desceu da torre por meio da corda, e fugiu. Neste nosso corpo o movimento respiratório é o fio de seda. Mantendo-o e aprendendo a controlá-lo, apanhamos o barbante das correntes nervosas. Delas virá o cordão forte de nossos pensamentos, e, finalmente, a corda do prana10. Ao controlarmos o Prana, alcançaremos a liberdade"
"Hoje me emocionei. Minhas aulas de hidroginástica são sempre à noite e hoje, como estou de férias, fiz às 11 da manhã, no horário da “3ª idade”. Ao chegar, já percebi a diferença: as alunas estavam todas prontas, sentadinhas no vestiário, esperando a hora da aula. Ainda faltavam 15 minutos para começar e estavam todas lá, ready to GO. A noite não é assim, geralmente sou a primeira a chegar, também 15 minutos antes da aula, e ainda espero uns 10 minutos sozinha ate começar a chegar o primeiro aluno. As pessoas mais velhas têm menos compromissos ao longo do dia, não sentem a correria dos tempos de hoje. Por isso estão lá, com antecedência, esperando o grande evento começar. Já na aula, todas ficam muito felizes de estar na água e poderem se movimentar com uma liberdade que talvez não tenham mais, quando fora dela. O corpo impõe limitações com o passar do tempo que vai alem dos movimentos, são limitações no ouvir, no se expressar, no sentir. A postura da professora faz toda a diferença. Ela assume postura de brava, dá bronca o tempo todo... Isso deve fazer bem a eles... “Tira a mão da borda da piscina”, “Põe a touca”, “de quem é essa toalha???”... Frases ouvidas durante a aula que deixam os alunos empolgados! “Oba, estão prestando atenção em mim!” Sr Pedro entra no recinto e esqueceu de colocar a touca. A professora grita do outro lado e manda ele voltar. Ele não entende... Como assim, já não estou de touca? Percebe que não e volta. Quando entra na piscina, seu grande prazer é cumprimentar um a um com um sorriso amável e feliz, querendo saber se você está bem. Doce Sr Pedro... Também levou bronca por ser o beijoqueiro da turma. No final da aula, sai uma aluna levando uma toalha que ela nem sabe se é dela. Volta, toda sem graça, dizendo que aquela que ela levou não é a sua tolha. “Cadê a sua toalha?”, pergunta a professora. Ela não sabe... A professora questiona uma a uma das toalhas e ninguém se manifesta. Ninguém se lembra qual é a sua... A aula termina e vão todas lentamente ao vestiário. Dessa vez não sou a última a ficar pronta. Algumas senhoras, cansadas de se vestir, esperam o fôlego voltar com as calças no meio das pernas, dando “um tempo” antes de terminarem de se arrumar. O coração aperta e penso: “Vou ficar assim também?” Sempre achamos que isso ou aquilo não acontecerá conosco. Mas a 3ª idade chegará a todos nós, inevitavelmente. Como se preparar a ela, mantendo a flexibilidade do corpo, da alma, dos sentidos? Talvez possamos chegar à 3ª idade mais preparados para ela. Ou, como diz minha dentista, após os 60 anos o que importa é ser independente."
"PLANTANDO A ÁRVORE "Onde haja uma árvore para plantar, planta-a tu. Onde haja um erro para emendar, emenda-o tu. Sê aquele que afasta a pedra do caminho, O ódio dos corações e as dificuldades do caminho." (Gabriela Mistral) As metáforas da autora são preciosas para nós, educadores. Plantar a árvore, ideia sonante da trilogia clássica, que se soma a ter um filho e a escrever um livro, tem a limpidez perifrástica do despertar de consciência. Plantar a árvore tem toda a simbologia da construção do bem, de deitar semente à terra ou de aninhar uma ideia num cérebro, oferecendo terra tépida, água fresca, sopros de candura e diálogo constante. Envolve acompanhamento da germinação, proteção contra os ventos e contra as intempéries, o aconchego da tateante criatura. Significa desvelar-se em conduzir a solidificação do tronco, para que cresça ereto e justo, rumo ao céu, mas com a flexibilidade da fábula, para que resista à tormenta vergando- se apenas o necessário para não quebrar. Significa podar as folhas que o mau tempo secou, pensar as feridas causadas pelas pedras dos meninos desavisados e travessos, espantar os passarinhos danosos, ervas parasitas e outros intrusos. E significa enfim ensinar que a sombra não lhe pertence, mas pertence aos outros, que dela podem e devem fruir, como quem recebe bênçãos. Emendar erros não é das tarefas a mais fácil. A primeira exigência é que se reconheça exatamente o que é erro. Erro e acerto não são pilares cimentados, pintados de uma só cor. Há nuances na avaliação. Por isso, há que primeiro avaliar as circunstâncias em que ocorreu o erro. Como dizia Bertold Brecht: "Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem". Em segundo lugar, há que se avaliar a intenção que produziu o erro. Um menino que praticou uma ofensa involuntária, movido pelo mais nobre desejo de ajudar, não pode ser condenado sem que se conheça o que passava pelo seu pensamento e pelo seu coração. E afastar pedras do caminho não quer dizer poupar de todas as dificuldades, mas poupar das dificuldades desnecessárias, que não acrescentam à pessoa qualquer soma pedagógica. Afastar pedras do caminho também não significa eliminar dificuldades, mas tomá-las menos desproporcionais à força, ao tamanho e ao preparo da pessoa que estamos ensinando. Talvez, mesmo depois de afastada a pedra, o aluno precise saltar uma outra, ou bater nela com a marreta até que se esboroe e ceda passagem. Talvez o aluno precise retroceder, esperar que chova e que o terreno ceda, que a pedra se acomode no fundo do lodo e assim seja possível seguir avante, apenas usando a pedra como tapete. Neste dia 15 de outubro, a verve de Gabriela Mistral nos clama a afastar o ódio dos corações e as dificuldades do caminho. Ela sabia, ao compor o poema, como é difícil - e ao mesmo tempo belo! - educar. Fê-lo por toda a vida, inclusive entre nós, brasileiros, quando viveu em Petrópolis, na serra fluminense, atuando como cônsul do Chile. A educadora Gabriela Mistral conhecia todos os desafios. Por isso mesmo sua mensagem não é banal. Ao contrário, é profunda em sua simplicidade. Assim gostaríamos de cumprimentar os educadores paulistas, na data de hoje. Com simplicidade. E com muita ternura. Parabéns!"
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