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Indiana

As melhores frases e reflexões sobre Indiana.

"Do mestre arqueiro Um arqueiro caminhava pelas redondezas de um mosteiro hindu quando avistou alguns monges no jardim bebendo. "Como são cínicos aqueles que buscam o caminho de Deus!", disse o arqueiro ao ver a cena: "Ficam dizendo que a disciplina é importante, mas se embriagam ás escondidas", exclamou. "Se você resolve disparar cem flechas seguidas, o que acontecerá com seu arco?", perguntou o mais velho dos monges. "Meu arco se quebrará", respondeu. "Se alguém se força além dos próprios limites, tem a vontade quebrada. Quem não equilibra trabalho com descanso perde o entusiasmo, cansa-se e não chega muito longe"."
"A mulher carioca A gaúcha tem a fibra A mineira o encanto tem A baiana quando vibra Tem isso tudo e o céu também A capixaba bonita É de dar água na boca E a linda pernambucana Ai meu Deus, que coisa louca A mulher amazonense Quando é boa é até demais Mas a bela cearense Não fica nada pra trás A paulista tem a erva Além das graças que tem A nordestina conserva Toda a vida e o querer-bem... E a mulher carioca O que é que ela tem? Ela tem tanta coisa Que nem sabe que tem Ela tem um corpinho Que mais ninguém tem Ela faz um carinho Melhor que ninguém Ela tem passarinho Que vai e que vem Ela tem um jeitinho De nhen-nhen-nhen-nhen Ela tem, tem, tem..."
"Soneto à tua volta Voltaste, meu amor... enfim voltaste! Como fez frio aqui sem teu carinho.... A flor de outrora refloresce na haste que pendia sem vida em meu caminho. Obrigado... Eu vivia tão sozinho... Que infinita alegria, e que contraste! -Volta a antiga embriaguez porque voltaste e é doce o amor, porque é mais velho o vinho! Voltaste... E dou-te logo este poema simples e humilde repetindo um tema da alma humana esgotada e envelhecida... Mil poetas outras voltas celebraram, mas, que importa? – se tantas já voltaram só tu voltaste para a minha vida... (Do livro "Eterno Motivo" " - Prêmio Raul de Leoni, da Academia Carioca de Letras - 1943)"
"Quando se está com um homem assim, eu lembro “meu deus, como eu gosto disso”. Eu não gosto de trabalhar, eu não gosto de mais da metade de tudo que eu como, eu não gosto de falar ao telefone, eu não gosto de ser paquerada, eu não gosto de festa de família, eu não gosto de acordar, eu não gosto de pagar conta, eu não gosto das minhas roupas, eu não gosto de 80% dos papos que as pessoas querem começar comigo, eu não gosto de colocar o umbigo nas costas na aula de yoga, da minha vizinha que está sempre berrando com alguém ao telefone, eu não gosto da louça, do pessoal que me pergunta como faz pra trabalhar num sei onde, de listas de presentes. Mas eu gosto disso, eu vivo pra isso, eu acordo pra isso, eu trabalho pra isso, eu tomo banho pra isso."
"Não ser ou ser? Todos somos , ninguém é. Quem somos? de onde você é? de onde veio? você sabe? e porque veio de lá? quem te fez? quem fez ela? e ela? e ela? seu tatataravô? de que geração você é? quem são os descendentes de seus descendentes? e os descendentes deles? você é morena? é indio? é branco? negro? asiático? é mesmo puro sangue? é uma mistura? será mesmo? de onde vieram? e adão e eva? quem os fez? E quem fez Ele? Ele simplesmente existe? Adão e eva existiu? e o universo? existem outros? estamos sozinhos? existem outros? você é mesmo o que se diz ser? é mesmo o que faz? ou os seus sonhos? o que são sonhos? você sonha? e o que são objetivos? você tem o seu? e o seus destino? ja traçou? foi traçado? porque? por quem? por você? você traça , trace! veja , sonhe , viva!"
"AS SETE MARAVILHAS DO MUNDO Um grupo de estudantes estudava as sete maravilhas do mundo. No final da aula, lhes foi pedido que fizessem uma lista do que consideravam as sete maravilhas. Embora houvesse algum desacordo, prevaleceram os votos: 1) O Taj Mahal 2) A Muralha da China 3) O Canal do Panamá 4) As Pirâmides do Egito 5) O Grand Canyon 6) O Empire State Building 7) A Basílica de São Pedro Ao recolher os votos, o professor notou uma estudante muito quieta. A menina ainda não tinha virado sua folha. O professor, então, perguntou à ela se tinha problemas com sua lista. Meio encabulada, a menina respondeu: — Sim, um pouco. Eu não consigo fazer a lista, porque são muitas as maravilhas. O professor disse: — Bem, diga-nos o que você já tem e talvez nós possamos ajudá-la. A menina hesitou um pouco, então leu: — Eu penso que as sete maravilhas do mundo sejam: 1 — VER 2 — OUVIR 3 — TOCAR 4 — PROVAR 5 — SENTIR 6 — PENSAR 7 — COMPREENDER"
"Bastantes vezes a aparência externa carece de valor. Sempre enganado tem sido o mundo pelos ornamentos. Em direito, que causa tão corrupta e estragada, não fica apresentável por uma voz graciosa, que a aparência malévola disfarça? Que heresia poderá haver em religião, se alguma fronte austera a defende, e justifica com a citação de um texto, mascarando com bonito fraseado a enormidade? Não há vicio, por crasso, que não possa revelar aparência de virtude. Quantos poltrões não vemos, cujo peito resiste tanto como areia ao vento, que no queixo nos mostram barba de Hércules ou do sombrio Marte, e que por dentro fígados como leite só possuem? Os bigodes só usam da coragem, para que possam parecer temíveis. Mas se a beleza olhásseis, acharíeis que é só comprada a peso, e que milagre realiza da natura, ocasionando mais leveza onde mais presente esteja. isso se dá com esses cabelos louros de cachos enrolados como serpes, que saltitam ao vento, libertinos. cobrindo uma beleza só de empréstimo; conhecidos são todos como dádiva de uma cabeça estranha: já no túmulo se encontra o crânio sobre que nasceram. Praia traiçoeira é o ornato, por tudo isso, de um mar mui perigoso, linda charpa que esconde o rosto de uma bela indiana; em resumo: aparência da verdade, de que se vale o tempo experto, para colher até os mais sábios. Assim sendo, brilhante ouro, de Midas duro cibo, nada quero de ti, como não quero também de ti, intermediário pálido e vulgar entre os homens. Minha escolha recai em ti, em ti, modesto chumbo, que mais ameaças do que prêmio inculcas. Tua lhaneza é a máxima eloqüência. Seja pois alegria a conseqüência"