Ver Todos os Temas

Alemao

As melhores frases e reflexões sobre Alemao.

"(...) porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam e jamais dizem coisas comuns, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício, explodindo como constelações em cujo centro fervilhante — pop — pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos “aaaaaaah!” Como é mesmo que eles chamavam esses garotos na Alemanha de Goethe?"
"Agonia de um filósofo Consulto o Phtah-Hotep. Leio o obsoleto Rig-Veda. E, ante obras tais, me não consolo... O Inconsciente me assombra e eu nêle tolo Com a eólica fúria do harmatã inquieto! Assisto agora à morte de um inseto!... Ah! todos os fenômenos do solo Parecem realizar de pólo a pólo O ideal de Anaximandro de Mileto! No hierático areópago heterogêneo Das idéas, percorro como um gênio Desde a alma de Haeckel à alma cenobial!... Rasgo dos mundos o velário espesso; E em tudo, igual a Goethe, reconheço O império da substância universal!"
"A sociedade inutiliza homens porque praticam pequenos crimes, atentados superficiais, pequeninas misérias. Para que neutralizar, pela violência das leis, tais indivíduos? Os mais dêles possuem virtudes raras, que talvez façam falta à organização geral. Foram produtos reais - quiçá necessários: e só a artificialidade política os excluiu da luta do cadinho infernal da vida quotidiana. Quisera lembrar aos organizadores e aos reformistas o "auch das Unnatür-lichste ist Natur" de Goethe e o que sabiamente dizia Mme de Rémusat: "On n'est jamais uniquement ce qu'on est surtout"."
"Escreva a Sua História Escreva a sua história na areia da praia, Para que as ondas a levem através dos 7 mares; Até tornar-se lenda na boca de estrelas cadentes. Conte a sua história ao vento, Cante aos mares para os muitos marujos; Cujos olhos são faróis sujos e sem brilho. Escreva no asfalto com sangue, Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na Manhã seguinte pelos garis. Abra o peito em direção dos canhões, Suba nos tanques de Pequim, Derrube os muros de Berlim, Destrua as cátedras de Paris. Defenda a sua palavra, A vida não vale nada se você não tem uma boa história para contar."
"Hoje você estava lindo. Você sempre está bonito, mas hoje eu não conseguia tirar os olhos de você. Você estava do outro lado, com seus amigos, com aquele sorriso no rosto, e eu só observando. Aquele seu cabelo jogadinho, e sua roupa estilo europeu, dando risada e fazendo palhaçada, pra mim é como se não importasse mais nada e só você estivesse ali, e eu fico pensando, viajando. Até demais muitas vezes. Queria ter feito o que eu queria enquanto era tempo, agora eu me arrpendo. Mas eu tive medo, por que não sabia se você realmente gostava de mim, ou estava só afim. Fico com essa dúvida por enquanto. Mas eu sei, que eu te amo."
"Mas nesta época eles dançavam pelas ruas como piões frenéticos e eu me arrastava na mesma direção como tenho feito toda minha vida, sempre rastejando atrás de pessoas que me interessam, porque, para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam, como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante pop pode-se ver um brilho azul intenso até que todos caiam no "aaaaaaaaaaaaaah!" Como é mesmo que eles chamavam esses garotos na Alemanha de Goethe?"
"No fundo - ou no limite - para ver bem uma foto mais vale erguer a cabeça ou fechar os olhos. "A condição prévia para a imagem é a visão", dizia Janouche a Kafka e Kafka sorria e respondia: "Fotografam-se coisas para expulsá-las do espírito. Minhas histórias são uma maneira de fechar os olhos". A Fotografia deve ser silenciosa (há fotos tonitruantes, não gosto delas): não se trata de uma questão de "discrição", mas de música. A subjetividade absoluta só é atingida em um estado, um esforço de silêncio (fechar os olhos é fazer a imagem falar no silêncio). A foto me toca se a retiro do seu blábláblá costumeiro: "Tecnica", "Realidade", "Reportagem", "Arte" etc.: nada a dizer, fechar os olhos, deixar o detalhe remontar sozinho à consciência afetiva."
"MURO DE BERLIM NO GALEAO (Luiz Islo Nantes Teixeira) Existe um coronel de barro Que dirige seu carro No bairro do Galeao So anda bem uniformizado Mas e mal informado E esta indo na contramao Imagine Que no poder de sua arbitrariedade Dividiu uma comunidade Com o seu muro de Berlim E assim Cortou as rotas dos animais Para proteger os sargentos e oficiais Perto do Aeroporto Tom Jobim Hoje Quando tantos muros caem Ha sempre aqueles que fazem O mundo andar pra tras Mas um dia Aquele coronel de barro Sera como o velho cigarro Que no chao jaz Derrube este muro, coronel! Como o Gorbashov ja fez Faca um bom papel E mantenha a sua lucidez O povo agradecera E afinal vivera em paz Pois antes de aqui voce chegar Este bairro era bom demais © Copyright 2009 Islo Nantes Music(ASCAP-USA) Globrazil@verizon.net or globrazil@hotmail.com"
"Viajar? Para viajar basta existir. Vou de dia para dia, como de estação para estação, no comboio do meu corpo, ou do meu destino, debruçado sobre as ruas e as praças, sobre os gestos e os rostos, sempre iguais e sempre diferentes, como, afinal, as paisagens são. Se imagino, vejo. Que mais faço eu se viajo? Só a fraqueza extrema da imaginação justifica que se tenha que deslocar para sentir. “Qualquer estrada, esta mesma estrada de Entepfuhl, te levará até ao fim do mundo”. Mas o fim do mundo, desde que o mundo se consumou dando-lhe a volta, é o mesmo Entepfuhl de onde se partiu. Na realidade, o fim do mundo, como o princípio, é o nosso conceito do mundo. É em nós que as paisagens têm paisagem. Por isso, se as imagino, as crio; se as crio, são; se são, vejo-as como às outras. Para quê viajar? Em Madrid, em Berlim, na Pérsia, na China, nos Pólos ambos, onde estaria eu senão em mim mesmo, e no tipo e género das minhas sensações? A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos."
"Sinceramente eu não entendo o porque das guerras... Por que matar pessoas inocentes, as quais, na verdade, não querem guerriar? Por que confrontar jovens como se fossem inimigos, se nem ao menos se conhecem? Por que tanto derramamento de sangue? Por que tanto ódio? Por que tanta violência? Por que tanta ambição pela conquista? Conquista? Creio que a verdadeira conquista é a da amizade, da paz, do amor, da fraternidade entre os homens... Que conquista poderia ser maior que a de um sorriso franco num rosto infantil? Por que não realizar um gesto de carinho ao invés de se cometer um ato de violência? Por que não amar ao invés de odiar? Por que não sarar ao invés de ferir? Por que não procurar unir os jovens ao invés de intrigá-los? Por que não salvar vidas ao invés de matar? Seria tão bom se todos os povos de todas as nações se dessem as mãos e cantassem num só coro uma única canção de amor e paz... Como seria bom se todos os “muros de Berlim” fossem derrubados e assim o mundo se tornasse um único país e a humanidade um só povo... Muitas pessoas dizem que a paz mundial não passa de um sonho impossível...Será? Creio que isso só depende de nós mesmos..."
"Mistério Uma só palavra tua e o viver monótono que me acompanha ganhará as cores do arco-íris, subirá as montanhas do Nepal, atravessará a Cordilheira dos Andes, cruzará o Canal da Mancha e se perderá no Triângulo das Bermudas. Uma só palavra tua e meus sentidos irão explorar a Floresta Amazônica, fotografar o olho do furacão americano, visualizar preces no Monte Sinai, conferir a Muralha da China, admirar as quedas do Niágara, visitar as águas da romântica Veneza e alcançar as neves do Kilimanjaro. Uma só palavra tua e o muro de Berlim que me rodeia cairá por terra, libertando-me das garras do inferno de Java, abrirá minhas asas para o vôo de Ícaro e, queimando meus temores, fará pousar meus amores na clareira recém-aberta, desenhada pelo teu eterno sorriso de Mona Lisa. Mistério Uma só palavra tua e o viver monótono que me acompanha ganhará as cores do arco-íris, subirá as montanhas do Nepal, atravessará a Cordilheira dos Andes, cruzará o Canal da Mancha e se perderá no Triângulo das Bermudas. Uma só palavra tua e meus sentidos irão explorar a Floresta Amazônica, fotografar o olho do furacão americano, visualizar preces no Monte Sinai, conferir a Muralha da China, admirar as quedas do Niágara, visitar as águas da romântica Veneza e alcançar as neves do Kilimanjaro. Uma só palavra tua e o muro de Berlim que me rodeia cairá por terra, libertando-me das garras do inferno de Java, abrirá minhas asas para o vôo de Ícaro e, queimando meus temores, fará pousar meus amores na clareira recém-aberta, desenhada pelo teu eterno sorriso de Mona Lisa."
"Eu sou Mephistópheles. Mephistópheles, é o diabo. E todos vocês são Faustos. Faustos, os que vendem a alma ao diabo. Tudo é vaidade neste mundo vão, tudo é tristeza, é pop, é nada. Quem acredita em sonhos é porque já tem a alma morta. O mal da vida cabe entre nossos braços e abraços. Mas eu não sou o que vocês pensam. Eu não sou exatamente o que as Igrejas pensam. As Igrejas abominam-me. Deus me criou para que eu o imitasse de noite. Ele é o Sol, eu sou a Lua. A minha luz paira sobre tudo que é fútil: margens de rios, pântanos, sombras. Quantas vezes vocês viram passar uma figura velada, rápida, figura que lhe darei toda felicidade. Figura que te beijaria indefinidamente. Era eu. Sou eu. Eu sou aquele que sempre procuraste e nunca poderá achar. Os problemas que atormentam os Deuses. Quantas vezes Deus me disse citando João Cabral de Melo Neto: Ai de mim, ai de mim. Quem sou eu? Quantas vezes Deus me disse: Meu irmão, eu não sei quem eu sou. Senhores, venham até mim, venham até mim, venham. Eu os deixarei em rodopios fascinantes, vivos nos castelos e nas trevas, e nas trevas vocês verão todo o esplendor. De que adianta vocês viverem em casa como vocês vivem? De que adianta pagar as contas no fim do mês religiosamente, as contas de luz, gás, telefone, condomínio, IPTU? Todos vocês são Faustos. Venham, eu os arrastarei por uma vida bem selvagem através de uma rasa e vã mediocridade, que é o que vocês merecem. As suas bem humanas insaciabilidade, terão lábios, manjares, bebidas. É difícil encontrar quem não queira vender sua alma ao diabo. As últimas palavras de Goethe ao morrer foram: Luz, luz, mais luz!!"
"Quando acertamos, ninguém se lembra. Quando erramos, ninguém se esquece. Leva menos tempo fazer uma coisa certa, do que explicar porque você a fez errado. (Henry Longfellow) (Enviada por Suellen) As pessoas que estão tentando fazer deste mundo pior não estão tirando um dia de folga. Como posso eu? (Bob Marley) (Enviada por Leya Mattos) O que importa não é a velocidade em que você caminha, e sim a distância que você percorre. (Enviada por Layo Almeida) A vida me ensinou a não chorar por nada que não possa chorar por mim. (Enviada por Cleidiane) Tudo que somos é resultado do que pensamos. (Buda) (Enviada por Lica) Tentar não significa conseguir, mas todos que conseguiram tentaram. (Enviada por Cris Macedo) Seja forte, não como as ondas que tudo destroem mas como as rochas que a tudo resistem. (Enviada por Marcinha) O comportamento é um espelho em que cada um revela a sua imagem. (Johann Goethe) (Enviada por Talita) Perdoe seus inimigos, mas não esqueça seus nomes. (John Kennedy) (Enviada por Rafael Lopes) Eu me preocupo mais com a minha consciência do que com a minha reputação. Porque a minha consciência é o que eu sou e a minha reputação é o que os outros pensam de mim; e o que os outros pensam de mim, é problema deles. (Enviada por Luiza Argollo) Nunca cruze os braços para o mundo pois o maior homem do mundo morreu de braços abertos para te salvar. (Enviada por Thais Cristina Alcântara) A vida é um eco, se você não está gostando do que está recebendo, observe o que está emitindo! (Enviada por Samuel "Muzin") Mais real que fazer da vida um sonho, é fazer do sonho uma vida, pois nem sempre temos a vida que sonhamos, mais sempre teremos um sonho para viver. (Enviada por Andressa Oliveira Piemonte) Vivemos em um mundo em que há bombas controladas por homens descontrolados. (Serj Adam Tankian) (Enviada por Caio) Não tenha medo de dar grandes passos. Não se pode atravessar um abismo com dois pulinhos. (David Lloyd George) (Enviada por Victor Leite) Coragem é resistência ao medo, domínio do medo, e não ausência de medo. (Mark Twain) (Enviada por Victor Leite) Não sabemos um milésimo de um porcento de coisa alguma. (Thomas Edison) (Enviada por Victor Leite) Somos jovens loucos em um mundo onde os normais constroem bombas atômicas. (Enviada por Marcos Paulo) A inveja é o mau hálito da alma. (Ibraim Sued) (Enviada por Ulisses Fernandes Silva) Quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha. (Enviada por Colombo) Você receberá em dobro tudo que der aos outros, segundo a lei que nós rege aos destinos. (Enviada por Fernandes Camilo) Uma das maiores virtudes de um homem sábio, é não se igualar a um idiota. (Enviada por Shirley Aline) Seja sempre você mesmo, pois ou nós somos nós mesmos ou não somos coisa alguma. (Enviada por Kallebe)"
"O Homem Nu Ao acordar, disse para a mulher: — Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa. Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum. — Explique isso ao homem — ponderou a mulher. — Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago. Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão. Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento. Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos: — Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa. Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro. Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares... Desta vez, era o homem da televisão! Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão: — Maria, por favor! Sou eu! Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo... Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão. Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer. — Ah, isso é que não! — fez o homem nu, sobressaltado. E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pêlo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido... Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror! — Isso é que não — repetiu, furioso. Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar. Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador. Antes de mais nada: "Emergência: parar". Muito bem. E agora? Iria subir ou descer? Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu. — Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si. Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho: — Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso. — Imagine que eu... A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito: — Valha-me Deus! O padeiro está nu! E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha: — Tem um homem pelado aqui na porta! Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava: — É um tarado! — Olha, que horror! — Não olha não! Já pra dentro, minha filha! Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta. — Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir. Não era: era o cobrador da televisão."