"Canção da Minha Ternura Rondaste o meu castelo solitário como um rio de vozes e de gestos; baixei as minhas pontes fatigadas e conheci teus lumes, teus agrados teus olhos de ouro negro que confundem; andei na tua voz como num rio de fogo e mel e raros peixes belos, cheguei na tua ilha e atrás da porta me deste o banquete dos ardores teus. Mas às vezes sou quem volta a erguer as pontes e cavar o fosso e agora em sua torre, ternamente, sem mágoa se debruça nas varandas vendo-te ao longe , barco nessas águas, querendo ainda estar se regressares -porque seria pena naufragarmos se poderias ter, sem tantas dores, viagens e chegadas nos amores meus."
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Ver todas"Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sobre a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!""
"O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeita audácia e generosidade. E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância. Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes. A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura. Às vezes é preciso recolher-se."
"Mudar, por pouco que seja, faz parte da nossa pequena guerra individual e cotidiana."
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