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"Gaia Você sabe como eu sou despreocupada que me encerro neste quarto e me permito todas as divagações, as fantasias obsessões, perseguições, todos os dias você sabe que eu me viro de inventos que eu me reparto e dou crias que eu mal me resolvo e me aguento carrego pedras no bolso e enfrento ventanias. Você sabe como eu sou desorientada raciocínio pelo instinto e cometo fugas de túnel de ladra de galeria uso malhas e madras manhas e lenhas e percorro superfícies em que você escorregaria Mas você sabe como eu sou de subsolos de subterfúgios, de subversos subliminares como eu sou de submundos subterrãneos, de sub-reptícias folias meio de circo, meio de farsa ervas, panfletos, fluídos, presságios quebrantos, jeitos, gírias, reviras de sensações e cismas, filosofias de como eu sou de estradas, andanças, pressentimentos atmosférica e vadia gato da noite, de crises, guitarras ouros e danças e circunstâncias de vinho azedo e companhia. Que eu sou de todas as misturas todas as formas e sintonias e enfrento esse aperto, essas normas forças, pressões, imposições, o poderio os intervalos, o silêncio da maioria. Você sabe de toda minha luta mesmo quando a intenção silencia que eu não cedo, não desisto a todo custo,, a toda faca, a todo risco eu sobrevivo de paixão e de anarquia. Você sabe bem de minha fraude Você conhece as minhas alquimias."

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"Transfere de ti para mim Essa dor de cabeça, esse desejo, essa vidência. Que careça em ti o meu excesso Que me falte o que tu tens de sobra. Que em mim perdure o que te morre cedo E que te permaneça o que tenho perdido. Que cresça, se desenvolva em teus sentidos Que em mim desapareça. Dá-me o que de possuir tu não te importas E eu multiplico o que te falta e em mim existe. Para que nosso encaixe forme uma unidade. Indivisível. - Que não se possa subtrair uma metade."

"SOB O SIGNO DA INQUIETAÇÃO O susto em nós foi avançar muito para dentro do proibido. Muito para perto de uma zona perigosa A boca da noite... o desconhecido... Vagos caminhos de uma via nebulosa. Vários conceitos para falar da mesma coisa O susto em nós foi descobrir porteirasde territórios nunca antes percorridos No fundo de todos nós um visitante No fundo, a falta de sentido... Visitantes de nós mesmos cometíamos a imprudência de quase enlouquecer Para chegar à compreensão. E uma coisa afiada nos conduzia através da trilha da poesia e do difícil trajeto da paixão..."

"Onde quer que você esteja veja que agora em algum lugar alguém chora porque você foi embora. Eu sei que você continua por aí nesse universo achando rima pra verso com humor e melancolia Perplexo feito criança diante de cada mistério sua sutil sabedoria nota coisas tão pequenas que outro não notaria E aqueles que ficaram por aqui, nessa passagem, sentem no céu esse anjo que você sempre escondia e desejam boa viagem."

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"Gaia Você sabe como eu sou despreocupada que me encerro neste quarto e me permito todas as divagaçõ..." - Bruna Lombardi | PENSADORES.CO