"Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos Persegui-te em saltos mortais nas alturas dos trapézios Contorci-me a caber-me inteiro em teu irrevelável interior Pouca luz, rufar dos tambores, avisam silêncio e suspense Lâmina afiada separou-te em metades que se refizeram em meu inteiro Equilibrei-me com vendas e guarda sol em cordas bambas e monociclos Palhacei-me para os sorrisos ingênuos e puros na criança de todos nós. Expelido entre fumaça saí em tua direção como homem bala sem sabor Caindo sempre em redes tecidas por pescadores de sereias e sonhos Corri ainda no picadeiro de tantas agonias e pesadelos. Onde me equilibrei em cavalgadas aladas entre estrelas e satélites. Em veloz e ruidoso show, repeti sempre o mesmo trajeto Onde a vida só existe como espetáculo, no mesmo globo da morte. Conquistei-te pela mágica do desfilar dos finos lenços multicores Que lançados aos céus, se transformaram em suave e alva paz. Na apertada malha de tantos brilhos esperou-me o cume da pirâmide Onde pousei sob o olhar da tua bela e misteriosa esfinge. Fiz bailar com doçura os elefantes do teu amargo passado E como último e anunciado impossível de todo o espetáculo Enfrentei a fera indomável da tua beleza selvagem Com o requinte que me fez domar-te com carícias e sussurros. Jaak Bosmans"
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Ver todas"Cupido errante Vou por melodias e ritmos me perder Em teus encantos, que não percebem Cada compasso, circundando toda a sinfonia. São flautas, violinos, harpas e percussão, Que se encontram na ponta de uma batuta. Seu olhar disfarça a dissonância Que existe entre o meu acorde e sua voz Ali no lugar do nosso encontro A cortina sempre se fecha mais cedo. Pelas mãos inocentes do cupido errante. E o último acorde fica sempre no ar, Onde lembra a despedida nos ecos do coração E em moto contínuo, te espero no próximo compasso. O compasso da espera, sem notas, só pausa. Silêncio perdido entre as notas que se foram! Jaak Bosmans 2-1-09"
"Ópera dos interior. Começam os acordes do velho acordeão, Em leque que brinca de abre e fecha. Entra junto, a melodia simples da rabeca. Que chora feliz fora do ombro. Nesse momento se inicia a ópera em uivos tristes. Da terrível dor, que faz o “tíu” latir. Falta ritmo! Falta um batido. E começa escondido o ritmo proibido De um triângulo amoroso. Ela, ele e ele; e às vezes ele, ela e ela. Assim a dança começa, Sem ter hora de nunca acabar. Apeia do cavalo o coronel Que manda calar o “tíu”. Aos pouco o ritmo diminui. Separando aqueles vértices. Acordeão e rabeca, Isto é casal comum. Não dá dança, e acaba a festa. Jaak Bosmans 2 -11- 2008"
"Deixa de ter alma Quem não tem poesia Não faz parte desse Uni -verso"
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