"Poema transitório Eu que na Era da fumaça: - trenzinho Vagaroso com vagarosas paradas Em cada estaçãozinha pobre Para comprar Pastéis Pés-de-moleque Sonhos - principalmente sonhos! porque as moças da cidade vinham olhar o trem passar: eles suspirando maravilhosas viagens e a gente com um desejo súbito de ficar ali morando sempre... Nisto, o apito da locomotiva e o trem se afastando e o trem arquejando é preciso partir é preciso chegar é preciso partir é preciso chegar... Ah, como esta vida é urgente! ... no entanto eu gostava era mesmo de partir... e - até hoje – quando acaso embarco para alguma parte acomodo-me no meu lugar fecho os olhos e sonho: viajar, viajar mas para parte nenhuma... viajar indefinidamente... como uma nave espacial perdida entre as estrelas."
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