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"Lembra-te, quando fomos condenados a magoa eterna da separação, e a dor, o exílio, os anos fatigados, me houverem corroído o coração; pensa no extremo adeus, nesta triste existência! Para quem ama, o tempo é nada, e é nada a ausência. Meu pobre coração, até morrer, sempre te há de dizer: Lembra-te! Lembra-te ainda quando paz sem termo ele, extinto, gozar na terra fria; e quando, em meu sepulcro, a flor do ermo Desabrochar suavemente um dia! Não mais tu me hás de ver; mas, onde quer que vás, junto de ti minha alma - irmã fiel - terás! E, alta noite, hás de ouvir a voz desconhecida, murmurando sentida: Lembra-te!"

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"Lembra-te, quando fomos condenados a magoa eterna da separação, e a dor, o exílio, os anos fatigados..." - Alfred de Musset | PENSADORES.CO