"Talvez esse seja o problema de algumas pessoas, deixarem guardados sentimentos importantes no lado de dentro. É mais simples guardar. O corpo, o físico, é o que, nesse caso, deveria proteger os sentimentos, mas não sei com que eficiência isso acontece, dizem que o amor vem com o tempo, o que facilmente vem com o tempo é o comodismo. Sendo ao contrário, se os sentimentos protegendo nosso corpo, quantas feridas a menos teríamos? Que os sentimentos me protejam, e não eu proteja mais meus sentimentos. Se a ordem da aproximação, da conquista fosse o conhecer, o tempo, o carinho, a amizade, o saber, se importar, sentir. O sentir… Sentir a saudade, sentir a vontade, a segurança, a confiança, deixar-se primeiro se envolver em sensações não em braços, presenciar, apreciar a timidez na fala no jeito de um olhar, não se deixar levar direto ao olhos fechados em busca de lábios, curtir a expectativa de novas descobertas a cada palavra, ouvir e escutar, observar atentamente a boca que diz, não atropelando a boca que apenas beija. O calor de um toque inocente ao corpo, o frio na barriga de um encontro inesperado, o constrangimento do acaso, a cara de besta, a sensação de ter agido como não deveria. Todos os pensamentos inquietos até quem sabe a proximidade, a intimidade, e finalmente com todas as certezas ao corpo. Gentilezas e mais gentilezas, deixar-se envolver-se em gentilezas, sem melodramas, sem confundir o romance com melosidades dramáticas, o valor dos pequenos gestos, dos cuidados, da importância em atitudes mais duras, até mesmo no amargo, as gentilezas. É preciso um tempo, dos tempos de se apaixonar, que está passando, o tempo do romance parece que se acabou. O rápido, o fácil, o breve… o amor não deveria ser tão “moderno” primeiro se beija, depois se pergunta o nome. Sentimentos? Sensações? Emoções? O que requer tempo, pelo visto, está perdido no tempo, atropelado num tempo em que o físico, os fáceis e meros prazeres da carne é que estão em primeiro. Não temos tempo para o romance. Não temos tempo a perder, só temos sentimentos. Não, não temos. Tememos."
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Ver todas"Não é fácil se enganar quando o sentimento rompe as barreiras impostas pela razão. Não é lógico ignorar que há um sentimento muito forte e achar que a loucura se faz presente, que com o tempo tudo volta a ser lógico, uma esperança de sanidade emocional. O medo de errar, o pavor em estar certo. Entre falas ensaiadas do que parece correto, pensamentos que não são precisos. O mesmo sentimento que muda em pouco tempo, "é tão bom que faz mal". Torna-se desumano sufocar um sentimento, sem ao mesmo dá-lo a chance de acontecer, de matá-lo com a frieza que chamamos de "melhor assim". O que se nega, é o que te falta? Ditando regras ao incontrolável, quando, como, onde e quem."
"Amigo te ama como você é, mas te encoraja a ser ainda melhor."
"Quando vejo com o coração vem aos olhos nítidos sentimentos. Eu vejo o que sinto e sinto o que não vejo. O que os olhos vêem, o coração mente."
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