"Me sinto tão velho, doído, machucado. Quase um enfermo convalescendo de verdade. Esperando o tempo passar. Esperando as paredes brancas, encardidas ficarem, e as frestas das janelas chorarem com a ventania em chuva lá fora. Me sinto tão velho. Tão doído. Um enfermo, sentado observando o céu que se desnuda ao amanhecer. Não eu não gosto das manhãs de sol. Odeio os dias ensolarados e o cheiro de praia. Prefiro quando é noite, quando venta. Quando posso olhar mil e um janelas acesas da minha varanda ao som da voz de uma cantora frondosa num bom e velho toca discos. Eu sou tão velho. Doído. Enfermo. Permaneço sentado, perdendo a vitalidade, o tempo e o sorriso."
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Ver todas"Eu fui, e quis que tudo afundasse. Por hoje. Para que eu pudesse ficar sozinho nessa imensidão. Era sal, dor e cabelos. Um sentimento, um pensamento ecoava, passeava por todo o meu corpo. Gotejou suor de tanto frio. meus pés, bem, esses eu já não os sentia. Só o incomodo cansado, leve do lado direito do rosto, feito um tapa humilhante e gasto."
"Astral Sou um pedaço. Um traço. Um nada Um vazio, rascunhando em um papel sujo e velho Sou dor, ferida. Gripe mal curada. Sou desfalecimento de corpos Sou cegueira. Mas, visão na escuridão Sou o tato, olfato e saliva. Fui em vida um cantor. Um orador Gritei pra você. Que horror!! Hoje sou a mortandade, desvontade, quase descontente. Hoje sou desafeto, saudade Sou negatividade emanando da aura Hoje sou sozinho. Esquecido de mim."
"Vejo que na sua maioria, as pessoas sobrevivem de esperanças. Eu sobrevivo da incerteza."
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