""Cada fase de mim é como perder o chip do celular e ter que refazer toda a agenda telefônica, aproveitando pra deixar alguns números de fora que você já sabia que nunca ia ligar mas não tinha coragem de apagar. É como reformatar o computador antes de fazer backup e deixar pra trás as fotos do ex que insistia em manter entre documentos e textos. É andar dois passos, voltar meio, sofrer um pouquinho por ser apegada ao antigo e ao mesmo tempo desesperada pelo novo.""
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Ver todas"É perdendo o apoio que a gente descobre que o resto do mundo não para só porque nosso mundo parou. A gente vai aprendendo a viver assim, na marra, no grito, no sufoco, no impulso, e tenho repetido que no que depender de mim, me recuso a ser infeliz."
""A gente vai aprendendo a viver assim, na marra, no grito, no sufoco, no impulso. Eu quis mudar o mundo, quis ser brilhante, quis ser reconhecida. Hoje eu quero bem pouco e prefiro me concentrar no agora do que planejar um futuro incerto. Eu me libertei da culpa e dei de cara com algo novo: não me encaixo, e aceito. Não é justo perder as asas no momento em que se descobre tê-las. É preciso poder voar, é preciso ter uma visão estratégica das janelas. Ver o sol e não poder tê-lo é absurdo.”"
"Plano B A vida em plano B acontece todos os segundos do dia, principalmente quando você não tem bem certeza se usa amarelo ou pretinho básico e deixa de sair porque não conseguiu se decidir sem gerar lágrimas nos olhos. "Estou feia", você pensa vendo alguma pele sobrar nos quadris. Acontece enquanto você está no trabalho com medo do seu chefe que nem se lembra do seu nome. Naquele momento em que você não devolve um olhar porque ainda está ferida pelo desastre do relacionamento anterior. A vida em Plano B é quando por um lapso de consciência, você resolve sair de camiseta amarela e maquiagem borrada, percebe que seu chefe é só mais um ser humano frustrado que se dedica demais ao trabalho e que um olhar pode fazer esquecer a decepção da semana passada. O Plano B é hoje. É agora. Eu não sei se há vida nas próximas duas horas ou daqui 25 anos. Não sei se darei as mãos em frente ao mar sentindo que nada me falta, se minha preocupação será com o horário de pegar as crianças na escola, se comprarei cremes para as rugas e shampoo para cabelos grisalhos. Mas neste segundo eu posso afirmar com as minhas maiores convicções: o sangue passeia pelo meu corpo, o ar entra e sai dos meu pulmões, os segundos do relógio brigam com as pilhas fracas e passam correndo. Eu não posso ignorar. Eu não posso sentar e assinar papéis cheios de poeira enquanto o sol colore a pele de outras pessoas na praia. Não posso ver um avião decolar da janela de um escritório. Eu preciso estar no avião e ver tudo de cima. Hoje eu digo que estou viva e nada me impede de viver. Em todos os planos."
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