"Uma névoa de Outono o ar raro vela, (5-11-1932) Uma névoa de Outono o ar raro vela, Cores de meia-cor pairam no céu. O que indistintamente se revela, Árvores, casas, montes, nada é meu. Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono. Sim, sinto-o eu pelo coração, o como. Mas entre mim e ver há um grande sono. De sentir é só a janela a que eu assomo. Amanhã, se estiver um dia igual, Mas se for outro, porque é amanhã, Terei outra verdade, universal, E será como esta [...]"
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Ver todas"As figuras imaginárias têm mais relevo e verdade que as reais."
"Não sei o que é isto, mas é o que sinto. . . Preciso dizer frases confusas, um pouco longas, que custem a dizer. . . Não sentis tudo isto como uma aranha enorme que nos tece de alma a alma uma teia negra que nos prende? SEGUNDA. - Não sinto nada... Sinto as minhas sensações como uma coisa que se sente. . . Quem é que eu estou sendo? . . . Quem é que está falando com a minha voz?. . . Ah. escutai. .."
"O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente."
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