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"Problemas? I Começa perguntando a ti mesmo se já não é hora de tomar decisões. Se já não tens suficiente experiência para saber o que te perturba, e qual a melhor maneira de resolver problemas. Garanto que teus problemas, se já ais de ler o que ti escrevo, estão bem longe de se constituir um sofrimento de uma criança Africana. Pergunta a ti mesmo, se o teu problema é somente teu, ou se o é de uma outra pessoa, e pergunta por que o tempo, somente ele, cura; se já não dói muito, viver pouco na doença. E no ontem, e também hoje, sempre erramos na culpa dos outros, não é verdade? Deveríamos agir com força. E ser forte, é também ser verdadeiro; e sorrir sempre para os amigos, que estão ao teu lado; e que, sabendo que cada um o ama a sua maneira própria, haverão de magoar-te, como quem pisa num galho sem o ver. Não condene a vida feliz, por um minuto de infelicidade. Julgue melhor a ti, do que aos outros. E encontrarás a verdade dos teus problemas, na maioria das vezes, em tua própria lama; suja com lágrimas da ignorância. II Fazer de nós, a outra pessoa, não é uma aconselhável atitude; ainda mais quando somos confusos; - confundimos aqueles em que deveríamos confiar. E nos tornamos dois, uma única confusão, ainda maior. III Nos momentos de silêncio, ouça a voz do coração. Nos momentos de alegria, não ria tanto, enquanto o outro chora; lembre-se disto. E que no mundo, a vida é passageira; todos sabem. E preferem saber disso, equivocando-se, brigando. Um minuto pode muito bem trair o carinho de amor, que temos por outra pessoa. Mas pergunta a ti mesmo se nunca fostes incauta? Se nunca fostes leviana? Se nunca errastes e quisestes mudar? Assim, entenderás que nem tudo deve se observar do nosso lado; não deveríamos ser tão egoístas assim; querendo travesseiro e o lençol somente pra nós, enquanto o outro treme de frio. IV É bem verdade que fomos mal acostumados. E quando na juventude, o entrave bate a porta, procuramos o colo para deitar. E aprendemos a nos acovardar, temendo nos molhar numa tempestade que já desabou. E fechar os olhos para os problemas e as calamidades nunca foi uma boa solução. E fechar os olhos quando estamos na chuva, não diminui o molhado da roupa. V Julgar o outro pelo passado tenebroso; prova que és cauteloso. Embora extrema cautela seja traquina armadilha do diabo; caímos quando nos afastamos do Leão, para morrer na queda pelo Abismo. VI Se for possível, chore. Não deixe as lágrimas secarem no coração; encardida já é demais a vida! VII Uma roupa, um perfume, traz lembranças tristes; é de suma importância vestir a vida de roupas novas e perfumes límpidos; prontos pra tachar a vida de luzes mais belas e destinos mais sublimes. VIII Nunca pense três vezes numa mesma solução inválida. Tal atitude traz a idéia de que fracassamos sempre ao tentar sobrepujar empecilhos. E saiba que cada problema traz consigo a solução, que para cada pergunta existe uma resposta, e saiba que, se de um lado já fora feito algo de bom, talvez seja a hora de tu, fazerdes tua parte."

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"Na história dos combates internos, nunca tal prática maravilhosa de amar, mostrou-se tão devastadora; esfacelamos um pouco de nossa modéstia, quando, nossas volições guiadas em prol da concretização dos nossos próprios anseios, em detrimento dos de outra pessoa, forjamos nossa verdadeira imagem de repugnante, de vil; para, nesta batalha de idéias mais do que instintivas, lutarmos por sangue de volúpia, por vida de conquista e por água purificada na dor; salgamos um tanto demasiadamente a comida, e cedo ou tarde, agonizaremos nas possíveis enfermidades daí decorrentes, e, na gordura que usufruímos quando saboreamos estas apetitosas sandias da juventude, condenamo-nos ao martírio do porvir, repleto de murmúrios, gemidos, lamentos e cruzes."

"No amor, o silêncio é a palavra que precede o beijo. [Capítulo Terceiro, aforismo VIII do livro ESCRITOS REUNIDOS]"

"“Perdem muito, as pessoas, que não se debruçam sobre o universo do estudo as religiões; erram, quando não ACREDITAM que a ciência também é uma CRENÇA. Assim o fazem, muitos, que se inebriam com um determinado conhecimento; elogiam-no, reverenciam-no, vangloriam-no, e por serem doutrinas, métodos, tábuas, etc. pelas quais se entregam diariamente sem cautela, por hábito imposto ou por inclinação a imbecilidade, e também por serem um tanto vaidosos e egocêntricos, atrevem-se a intitularem-se portadores da razão, do conhecimento e da verdade. Tal atitude vem delinear no quadro do pensamento humano, um rabisco de mau gosto, um desenho um tanto obsoleto e pueril, uma caricatura irônica do ser que busca o alto das montanhas na profundidade das cavernas...; mais do que nunca, sempre domados pelos invisíveis açoites da idéias preconcebidas, lutamos na defesa daquilo que nos corrompe, para nos tornarmos corruptores de toda a humanidade. Não queria eu, usar-me de palavras tão instáveis, que apesar de serem fáceis de compreender a alguns poucos, são herméticas a maioria, principalmente aos que estão corrompidos; mas, que na verdade, o que aqui quero salientar, aliás, apelar e implorar, a quem esteja lendo estas páginas, é que, salvem-se da indiferença e do apego aos abstratos conceitos: eles têm o poder de vetar os nossos olhos; e já é tarde demais para não abrirmos os olhos agora”."

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