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"Sabe-se bem que sou humilde; Não me visto de luxo, não me calço de mentiras, Não subo o muro de escadas, Não bebo agua filtrada, Não preciso de comida fresca, Sequer ando de carro, Comigo é tudo no popular Quem me leva ao meu destino, (pobre destino) É o expersso canelinha, ou o trem do meu povão. De Guaianazes a Brás, é esta minha vida Paulistana, Que não troco pela vida puritana Como carne aos montes, Bebo vinho de 5° Bato papo com mendigos, Fumo cigarro barato, Tudo isso, não por que amo de paixão minha vida comum. Mas por que, nada me tira o gostinho de ver, Os cidadãos que fazem minha cidade. De sentir os Odores de sua Poluição matinal, De sentir o ventinho do Metro batendo em meu rosto, Enquanto fecho os olhos para poder senti-los. De olhar as moças bonitas em grandes quantidades, e qualidades. De participar da vida das pessoas, como o "homem bonito", o "feio rapaz", O sujo, ou o limpinho que viram hoje. Nada me tira o gostinho de ouvir a avó, no trem falando do neto que nasceu, e é bonito. Da mãe falando da mãe que se recuperou do acidente, ou da doença. Do pai brincando com a filha no colo, com os olhos brilhantes de felicidade... De ver os amigos se sorrindo, num flerte diferente, e interessante. De sentir o ar condicionado do TREM, congelando minhas mãos... De andar pelas ruas de SÃO PAULO, e ver quem são as Impuras, desdonzeladas, mulheres da rua... Que dão os prazeres encubados aos pais de familia, a tantos solteiros, e pessoas não tão comuns... Essas que falo eu, que em muitos casos são o alicerce entre os casais, que ja não dormem juntos mais. Ninguem me impede de viver, sem sentir o cheirinho nos cabelos das mulheres no metro apertadinho. De sorrir e me sentir bem em dar lugar a uma senhora, a um deficiente, ou de pedir as bolsas das moças bonitas até o destino de um dos Dois. E poder olhar admirado para tantas belezas. E de ter minha namoradinha, linda namoradinha. No descanço do meu colo, e seus lindos cabelos tão negros quanto a propria escuridão.. brilhando... escorridos, feito macarrão. O Interessante de tudo isso, não é a vida mesquinha. São os prazer que - a vida mesquinha - nos proporciona nesta cidade esquisita, que é a MINHA CIDADE."

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"Arriscar. Nós arriscamos, desde o nascimento. Quando saimos do escroto do papai, correndo para frente ao encontro do óvulo da mamãe.Sempre adiante. E o melhor, arriscamos, e por termos chego aqui, fomos realmente especiais, e os melhores (imaginem os que ficaram para trás)...Logo... se nos arriscamos, e fomos os melhores, o que pode nos fazer arriscar aqui, no mundo, na Terra. E não obtermos sucesso? Tudo, o que pensamos hoje, é dado da sociedade, pelo nosso crescimento,e no fim, não é dado nada. Então, esqueça de tudo o que aprendeu. Tente chegar o mais proximo da sensação de correr do escroto do papai, para o óvulo da mamãe. E vá, arrisque tudo o que puder, de tudo de sí para o seu desenvolvimento. Não acredite naquilo que ouvir. Pois não conhecem o seu verdadeiro coração. Se nem você o conhece, com o passar do tempo, você o deixou lá atrás. No Escroto. Procure-se, Interaja consigo mesmo, feche os olhos, e acredite. Você, é de fato, aquilo que acredita ser."

"Meus olhos querem chorar Não tem motivo qualquer, Acho que lembrei-me de alguma bela mulher Mulher é esta tão bela, Que os olhos doem de ver... Mulher é esta tão bela, Que a dor não cansou de doer E dói dói dói Dói tanto de dar dó, Pena tenha de mim, Mulher, Mãe e Avó."

"Sinto-me enclausurado neste mundo devasso, pequeno mundo imenso, perdido, encontrado cheio de pecados. E as P... Velha que me perdoem o palavriado, Mas Amaldiçoadas sejam as que fazem bebes e jogam ao mar Como se fosse ja um finado, cremado."

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