"Colagem de um espaço sem fim. Crie quando te aflorar o sentimento Não produza jogando repetições Um raio não cai no mesmo teto Sonda espacial, já virou lixo, despedaçou. Espaço em branco. Vácuo. Magro. Escasso Agora negro. Brilha, pontilhando o infinito de azul Circunferência distante, mescla aqueles verdes campos, cheio de ‘aríetes’ Linhas imaginárias. Dúvida de onde estou. Elementos de composição: terra, cabelo e relva Frutas. Tem sabor doce Experiência. Dessa que careço Sopra. Suave. Surfa de leve o vento nos sulcos vazios."
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Ver todas"Teia do Fantasma Um fantasma acariciando suas vestes. Um bicho seda se espreguiçando no meio de um favo de mel. Tecendo ruidosamente uma teia de aranha confortável. Tentando capturar ele mesmo."
"Astral Sou um pedaço. Um traço. Um nada Um vazio, rascunhando em um papel sujo e velho Sou dor, ferida. Gripe mal curada. Sou desfalecimento de corpos Sou cegueira. Mas, visão na escuridão Sou o tato, olfato e saliva. Fui em vida um cantor. Um orador Gritei pra você. Que horror!! Hoje sou a mortandade, desvontade, quase descontente. Hoje sou desafeto, saudade Sou negatividade emanando da aura Hoje sou sozinho. Esquecido de mim."
"As vezes a vida nos joga numa espécie de limbo. É como se estivéssemos entre o estar e o não estar. Uma verdadeira dimensão intermediária no viver. É estranho passar por essas fases na vida. E talvez você nunca passe por isso. Tento descrever da maneira mais nostálgica possível. Digo que é o espaço que divide às musicas no vinil. É o chiado constante da agulha, com o estourar de flocos de poeira em seu cristal. É o nada. É o espaço em branco, que você terá o trabalho de escrever."
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