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"Gosto do gosto. do cheiro. do tato. me faço em pedaços. te faço. rasgo. bebo. inebrio. e esqueço. prego com ima de padaria na porta da geladeira. pra lembrar. de ligar. e comprar pão. gosto to gasto. do ralho. do falho. te desenho. escrevo. prego. penduro. estudo. e nem assim entendo. são tantos números. e nunca me dei bem com eles. a razão da equação não me cai bem. e a noite cai. pra quem é de noite. ou entende matemática. Gosto do gasto. do braço. do abraço. de bom dia. do cheiro. do café. das fitas coloridas. dos outdoors nas avenidas. do íma. das rimas. de ti. que não está na minha geladeira."

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"Hoje não é dia. nem de dia é dia. porque pulou pra fora do calendário. e ninguém viu. o dia fugir ontem a noite. então eu fico comendo brigadeiro e vendo amélie poulain. dublado mesmo. porque isso não me chateia hoje. nem desgosto. de gosto.. só o do brigadeiro. outras vezes nem isso. As vezes é muito tempo. em câmera lenta. legendado. disfarçado. amaldiçoado. Tudo que eu cozinho queima. todos os dias meu café esfria. minha saudade mata. meu silêncio grita. minha gaita enferruja. meu travesseiro sonha. minha fome come. meu menino some. por trás do allstar verde. mas deixe. que tudo da cozinha se queime. que a geladeira fique aberta. que o dia fuja. pra onde não existam relógios. ainda tem brigadeiro. e amélie poulain."

"passam. horas. pessoas. dias. passam… e nada passa. nem a pressa desajeitada trajada em cores. que de meia no escuro. tropeça. que de poesia a fotografia… fala. tumulto. no fundo… que bate. por quem bate… e faz rir. da graça mais sem graça. porque meu time perdeu a luz acabou. o tempo fechou. a vela apagou. da reza me esquecí. ele não esqueceu. tudo esquecí. até de mim. ele lembrou. abraçou.. e dormiu. psiu… é que ele é tão lindo, romântico e cafona que eu fico boba toda e o café esfria. enquanto nada passa."

"vento sacode lento a rede vazia. vitrais refletem sol no corpo da menina debruçada na varanda varanda do céu menina do mundo a pressa não passa quando cabelo balança sem querer o céu. nem nada vento sacode a saia embaraça os cabelos leva embora o inverno e o girassol. Pra sempre vai ventar e tudo voar. e voar. e voltar. talvez ela espere. a marujada passar com cantigas de ninar com a flor seca entre os dedos. espere. ."

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