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"Não sou escravo de ninguém Ninguém senhor do meu domínio Sei o que eu devo defender E por valor eu tenho e temo O que agora se desfaz Esses são dias desleais. Reconheço o meu penar, Quando tudo é traição O que venho encontrar é A virtude em outras mãos Quase acreditei na tua promessa E o que vejo é fome e destruição Quase acreditei, quase acreditei E por honra, se existir verdade Existem os outros tolos e existe o ladrão E há quem se alimente do que é roubo Mas vou guardar o meu tesouro, Caso você esteja mentindo E a verdade que assombra O descaso que condena A estupidez o que destrói Eu vejo tudo o que se foi E o que não existe mais Tenho os sentidos já dormentes O corpo quer a alma entende Esta é a terra de ninguém Sei que devo resistir Não me entrego sem lutar Tenho ainda um coração Não aprendi a me render Que cai o inimigo então"

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