"Li um dia, não sei onde Li um dia, não sei onde, Que em todos os namorados Uns amam muito, e os outros Contentam-se em ser amados. Fico a cismar pensativa Neste mistério encantado... Diga prá mim: de nós dois Quem ama e quem é amado?..."
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Ver todas"Frieza Os teus olhos são frios como espadas, E claros como os trágicos punhais; Têm brilhos cortantes de metais E fulgores de lâminas geladas. Vejo neles imagens retratadas De abandonos cruéis e desleais, Fantásticos desejos irreais, E todo o oiro e o sol das madrugadas! Mas não te invejo, amor, essa indiferença, Que viver neste mundo sem amar É pior que ser cego de nascença! Tu invejas a dor que vive em mim! E quanta vez dirás a soluçar: "Ah! Quem me dera, irmã, amar assim!""
"SÚPLICA Olha pra mim, amor, olha pra mim; Meus olhos andam doidos por te olhar! Cega-me com o brilho de teus olhos Que cega ando eu há muito por te amar. O meu colo é arrninho imaculado Duma brancura casta que entontece; Tua linda cabeça loira e bela Deita em meu colo, deita e adormece! Tenho um manto real de negras trevas Feito de fios brilhantes d`astros belos Pisa o manto real de negras trevas Faz alcatifa, oh faz, de meus cabelos! Os meus braços são brancos como o linho Quando os cerro de leve, docemente… Oh! Deixa-me prender-te e enlear-te Nessa cadeia assim etemamente! … Vem para mim,amor…Ai não desprezes A minha adoração de escrava louca! Só te peço que deixes exalar Meu último suspiro na tua boca!"
"No gelo da indiferença ocultam-se as paixões."
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