"Em busca de Jesus Depois de uma longa noitada, o bêbado está voltando para casa quando se esbarra em um pastor que se prepara para batizar um grupo de evangélicos à beira do rio. Sentindo o cheiro de álcool, e querendo dar um exemplo a seus fiéis, o pastor o segura pelos ombros: - Gostaria de encontrar Jesus? - Sim, claro. Gostaria de encontrar qualquer pessoa para discutir sobre a vida, e beber mais um gole. O pastor não se dá por vencido. Pede aos fiéis que dêem as mãos, todos entram no rio, mergulha o bêbado, retira-o da água, e grita: - Irmão, encontrou Jesus? - Não, não encontrei. O pastor pede a todos que cantem Aleluia, e o mergulha mais uma vez. - Agora, irmão, encontrou Jesus? - Ainda não encontrei – responde o bêbado. Desta vez o grupo inteiro começa a fazer um longo exorcismo, e no final o bêbado é mergulhado pela terceira vez no rio. Triunfante, o pastor o retira da água, clama aos céus que as bênçãos desçam sobre todos, e virando-se para o homem, afirma com toda convicção: - Tenho certeza que desta vez encontrou Jesus! - Sinto muito, mas não consegui encontrar. O senhor tem certeza que ele se afogou aqui mesmo?"
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Ver todas"No momento em que partimos em busca do amor, ele também parte ao nosso encontro. E nos salva."
"Sobre Demônios Um demônio não precisa de tempo para causar estragos — assim como as tempestades, os furacões e as avalanches, que conseguem destruir, em algumas horas, árvores que foram plantadas há duzentos anos. Demônios chegam e partem sempre, sem que necessariamente algo seja afetado pela presença deles. Estão constantemente caminhando pelo mundo, às vezes apenas para saber o que está acontecendo, outras vezes para testar esta ou aquela alma, mas são inconstantes e mudam de alvo sem qualquer lógica, guiados apenas pelo prazer de uma batalha. Mas o terror permanece. Os homens são virtuosos porque existe o terror, mas a sua essência é maligna, todos são seus descendentes, acredita o demônio"
"Às vezes temos vergonha de fazer o bem. Nosso sentimento de culpa tenta nos dizer que, quando agimos com generosidade, estamos mesmo é tentando impressionar os outros, "subornar" Deus etc. Parece difícil aceitar quando a nossa natureza é essencialmente boa. Cobrimos os gestos bons com ironia e descaso como se o amor fosse sinônimo de fraqueza."
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