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"Para que serve minha vida e o que vou fazer com ela? Não sei e sinto medo. Não posso ler todos os livros que quero; não posso ser todas as pessoas que quero e viver todas as vidas que quero. E por que eu quero? Quero viver e sentir as nuances, os tons e as variações das experiências físicas e mentais possíveis de minha existência. E sou terrivelmente limitada. (…) Tenho muita vida pela frente, mas inexplicadamente sinto-me triste e fraca. No fundo, talvez se possa localizar tal sentimento em meu desagrado por ter de escolher entre alternativas. Talvez por isso queira ser todos – assim, ninguém poderá me culpar por eu ser eu. Assim, não precisarei assumir a responsabilidade pelo desenvolvimento do meu caráter e de minha filosofia. Eis a fuga pra loucura…"

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"A perfeição é horrível, ela não pode ter filhos. Fria como o hálito da neve, ela tapa o útero Onde os teixos inflam como hidras, A árvore da vida e a árvore da vida. Desprendendo suas luas, mês após mês, sem nenhum objetivo. O jorro de sangue é o jorro do amor, O sacrifício absoluto. Quer dizer: mais nenhum ídolo, só eu Eu e você. Assim, com sua beleza sulfúrica, com seus sorrisos Esses manequins se inclinam esta noite Em Munique, necrotério entre Roma e Paris, Nus e carecas em seus casacos de pele, Pirulitos de laranja com hastes de prata Insuportáveis, sem cérebro. A neve pinga seus pedaços de escuridão. Ninguém por perto. Nos hotéis Mãos vão abrir portas e deixar Sapatos no chão para uma mão de graxa Onde dedos largos vão entrar amanhã. Ah, essas domésticas janelas, As rendinhas de bebê, as folhas verdes de confeito, Os alemães dormindo, espessos, no seu insondável desprezo. E nos ganchos, os telefones pretos Cintilando Cintilando e digerindo A mudez. A neve não tem voz."

"Canção de Amor da Jovem Louca Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro Ergo as pálpebras e tudo volta a renascer (Acho que te criei no interior da minha mente) Saem valsando as estrelas, vermelhas e azuis, Entra a galope a arbitrária escuridão: Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro. Enfeitiçaste-me, em sonhos, para a cama, Cantaste-me para a loucura; beijaste-me para a insanidade. (Acho que te criei no interior de minha mente) Tomba Deus das alturas; abranda-se o fogo do inferno: Retiram-se os serafins e os homens de Satã: Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro. Imaginei que voltarias como prometeste Envelheço, porém, e esqueço-me do teu nome. (Acho que te criei no interior de minha mente) Deveria, em teu lugar, ter amado um falcão Pelo menos, com a primavera, retornam com estrondo Cerro os olhos e cai morto o mundo inteiro: (Acho que te criei no interior de minha mente.)"

"Dentro de mim mora um grito. De noite, ele sai com suas garras, à caça De algo pra amar."

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