"Não é no horizonte que fica para além do horizonte, nem em tudo o que adivinho no fundo dos teus olhos, que o poema se inscreve. O que é infinito não tem expressão através de palavras, e o que o teu silêncio me diz não se pode traduzir neste verso que dobro para que o teu corpo me surja, do outro lado da estrofe, como se houvesse uma outra música no instante em que dois olhares se cruzam, para lá do tempo e do espaço de cada um. E é ao ouvir o que me dizes, por entre um murmúrio de regato onde se reflecte o bater de asas do anjo que rasgou o azul, que sinto a tua presença, como se a tua mão pousasse no meu ombro e me puxasse para ti."
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