"ANOS DE ESPERANÇAS Conta teus anos, não pelo tempo, Mas pelo espaço que fazes em teu coração... Não pela amargura de uma dor, Mas pela experiência que ela traz... Não pelo número de troféus de tuas conquistas, Mas pelo gosto de aventura em tuas buscas... Não pelas vezes que chegastes, Mas pelas vezes que tivestes coragem de partir... Não pelos frutos que colhestes, Mas pelo terreno que preparastes E as sementes que lançastes... Não pelas desilusões que tivestes, Mas pela esperança que destes a alguém... Não pela quantidade dos que te amam, Mas pela medida que teu coração é capaz de amar a todos... Não pelos anos que fazes, Mas pelo que fazes de teus anos... Não pelas vezes que celebrastes teu aniversário, Mas pelas vezes que teu aniversário Se tornou uma celebração de vida."
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Ver todas"Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi. Era uma vida ótima, própria para alguém que não desejava ter patrão. O que eu não percebi, é que aquela vida era também um ministério. Em face de eu dirigir no turno da noite, meu táxi tornou-se, muitas vezes, um confessionário. Os passageiros embarcavam e sentavam atrás, totalmente anônimos, e contavam episódios de suas vidas: suas alegrias e suas tristezas. Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me, enobreceram-me, fizeram-me rir e chorar. Mas nenhuma me tocou mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite: era Agosto. Eu havia recebido uma chamada de um pequeno prédio de tijolos, de quatro andares, em uma rua tranqüila de um subúrbio da cidade. Eu imaginara que iria pegar pessoas num fim de festa, ou alguém que brigara com o amante, ou talvez um trabalhador indo para um turno da madrugada de alguma fábrica da parte industrial da cidade. Quando eu cheguei às 02:30 da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de uma única lâmpada acesa numa janela do térreo. Nessas circunstâncias, muitos motoristas teriam buzinado duas ou três vezes, esperariam um minuto, então iriam embora. Mas eu tinha visto inúmeras pessoas pobres que dependiam de táxis, como o único meio de transporte a tal hora. A não ser que a situação fosse claramente perigosa, eu sempre ia até a porta. "Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda" - eu pensei. Assim fui até a porta e bati. "Um minuto!" - respondeu uma voz débil e idosa. Eu ouvi alguma coisa ser arrastada pelo chão. Depois de uma pausa longa, a porta abriu-se. Uma octogenária pequenina apareceu. Usava um vestido estampado e um chapéu bizarro que mais parecia uma caixa com véu, daqueles usados pelas senhoras idosas nos filmes da década de 40. Ao seu lado havia uma pequena valise de nylon. O apartamento parecia estar desabitado há muito tempo. Toda a mobília estava coberta por lençóis. Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre os móveis. Num canto jazia uma caixa com fotografias e vidros. "O Sr. poderia colocar a minha mala no carro?" - ela pediu. Eu peguei a mala e caminhei vagarosamente para o meio-fio, e ela ficou agradecendo minha ajuda. "Não é nada. Eu apenas procuro tratar meus passageiros da melhor forma possível." - disse. "Oh!, você é um bom rapaz!" - disse ela, sorrindo. Quando embarcamos, ela deu-me o endereço e pediu: "O Sr. poderia ir pelo centro da cidade?" "Não é o trajeto mais curto..." - alertei-a prontamente. "Eu não me importo. Não estou com pressa, pois meu destino é um asilo de velhos." Eu olhei pelo retrovisor. Os olhos da velhinha estavam marejados, brilhando. "Eu não tenho mais família..." - continuou. "Meu médico diz que tenho pouco tempo..." Eu, disfarçadamente, desliguei o taxímetro e perguntei: "Qual o caminho que a Sra. deseja que eu tome?" Nas duas horas seguintes, nós rodamos pela cidade. Ela mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião, trabalhado como ascensorista. Nós passamos pelas cercanias em que ela e o marido tinham vivido como recém-casados. Ela pediu-me que passasse em frente a um depósito de móveis, que havia sido um grande salão de dança que ela freqüentara quando mocinha. De vez em quando, pedia-me para dirigir vagarosamente em frente à um edifício ou esquina. Ficava, então, com os olhos fixos na escuridão, sem dizer nada. Quando o primeiro raio de sol surgiu no horizonte, ela disse, de repente: "Eu estou cansada. Vamos agora?" Viajamos, então, em silêncio, para o endereço que ela havia me dado. Chegamos a um prédio baixo, lúgubre, como uma pequena casa de repouso. A via de entrada passava sob um pórtico. Dois atendentes caminharam até o táxi, assim que ele parou. Eram muito amáveis e atentos, e observavam todos os movimentos dela. Eles deviam estar esperando-a. Eu abri o porta-malas do carro e levei a pequena valise para a porta. A senhora já estava sentada em uma cadeira de rodas, quando disse: "Quanto lhe devo?" - e já foi abrindo a bolsa para pagar. "Nada" - respondi. "Você tem que ganhar a vida, meu jovem..." "Há outros passageiros" - respondi. Quase sem pensar, eu curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me envolveu comovidamente. "Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria. Obrigada!" "Eu que agradeço." - respondi. Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada. Atrás de mim uma porta foi fechada. Era o som do término de uma vida. Naquele dia não peguei mais passageiros. Dirigi sem rumo, perdido nos meus pensamentos. Mal podia respirar de emoção... Fiquei pensando se a velhinha tivesse pegado um motorista mal-educado e raivoso, ou algum que estivesse ansioso para terminar seu turno? E se houvesse recusado a corrida, ou tivesse buzinado uma vez e ido embora? Ao relembrar, não creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na minha vida. A maioria das pessoas está condicionada a pensar que suas vidas giram em torno de grandes momentos. Todavia, os grandes momentos freqüentemente nos pegam desprevenidos, e ficam maravilhosamente guardados em recantos que os outros podem considerar sem importância. As pessoas podem não lembrar exatamente o que você fez, ou o que você disse. Mas elas sempre lembrarão como você as fez sentir. Pense nisso!"
"Harmonia e Amor Se você observar a natureza, verá que ela despende o mínimo de esforço em seu funcionamento. A grama não se esforça para crescer, apenas cresce. O peixe não se esforça para nadar, apenas nada. As flores não se esforçam para abrir, apenas desabrocham. Os pássaros não tentam voar, apenas voam... Essa é a natureza intrínseca. A terra não se esforça para girar sobre o seu eixo; é próprio de sua natureza girar sobre o seu eixo. É próprio de sua natureza girar a uma velocidade estonteante e rolar pelo espaço. É da natureza dos bebês o estado de graça. É da natureza do Sol brilhar. É da natureza das Estrelas piscar e reluzir. E é da natureza Humana materializar seus seus sonhos... E quando seus atos são movidos pelo amor, não há perda de tempo, de energia e de esforço. Ao contrário, tudo se multiplica e acumula. Temos nossa grandeza! Libere-se para vislumbrar a verdadeira grandeza do Universo: Sorria! Ame! Sinta-se Feliz! Aceite-se! Permita-se!"
"Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama...Quem não Me ama não guarda as Minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é Minha,mas do Pai, que Me enviou”. (João 14.21,24). A palavra sempre fez parte do mistério de Deus e, também, de todos os poetas. Seria absurdo querer entender uma poesia conhecendo sua métrica, morfologia e a gramática histórica que lhe configurou um sentido social. Não, não se entende poesia assim. Poesia é para ser lida e sentida na medida que as palavras fluem em nossa mente. Alguns gostam de recitar poesia porque a melodia das rimas parece ter o mesmo efeito das notas de uma música apreciada. Creio que Deus deve ser Poeta pois ele insiste em fazer uso das palavras para serem sentidas na mente e no corpo. Podemos afirmar que amar é guardar quem se ama no coração. Todavia não esquecendo a poesia desta afirmação podemos concluir que amar é construir em palavras quem se ama. Sim, é verdade. Quem ama tem o poder de construir pela palavra e com palavras a pessoa amada. Talvez por isso devemos ter o cuidado de nunca amar coisas, bens materiais ou riquezas. Quando amamos tais coisas as nossas palavras começam a falar de coisas mortas e de nossa própria morte. Quando amamos falamos de pessoas, sempre de pessoas. Sim, elas são o verdadeiro bem que vale a pena investir e gastar a vida. Talvez por isso Jesus tenha gastado Sua vida até o fim. Talvez ele tenha feito de Suas palavras um verdadeiro gesto de amor e esperança viva. Jesus amou pessoas, sempre pessoas, e deixou um grande legado para todos os Seus seguidores: todos aqueles que fizerem uso de Suas palavras para torná-las palavra de Deus estarão próximos do coração do próprio Deus. Serão amados por Deus e ser amado por Deus é viver para sempre. Mas onde descobrimos a força deste grande legado de Jesus? Na Bíblia: a Palavra viva de Deus para nós, os cristãos. Nós precisamos redescobrir a força da palavra que faz viver as pessoas. Devemos ter a coragem de decidir abrir nossas Bíblias e ler as palavras que possuem o poder de construir uma esperança viva. A mensagem do evangelho de João é um convite para que deixemos a palavra de Deus ganhar mais espaço em nosso cotidiano. Assim, a leitura e a meditação na palavra de Deus nos ajudará a perceber o poder dessa palavra para refazer a vida e o verdadeiro amor de Jesus na vida do mundo. Muita coisa pode mudar naqueles que estão próximos de nós quando decidimos guardar no coração e viver pra valer a palavra de Jesus. Sim, a palavra de Jesus ainda pode ser ouvida: “Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama”. Rev. Oswaldo Molarino Filho"
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