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"Desagravo de mim Hoje mergulhei no mar dos meus sonhos inacabados Subi as montanhas dos meus sucessos inacessíveis Corri ao tempo passado que levou as mais puras esperanças Lutei sem armas contra as barreiras de toda as intolerâncias. Hoje me matei com saudades Contorcendo sem do e sem dor, De toda amargura, de todo abandono. Derramei em gritos todas as agonias, tristezas e mágoas. Teci novos horizontes com fios novos e fortes Apertei os lábios num último desagravo ao que vivi E no pequeno jardim da minha antiga prisão Cantei a primeira canção, desacorrentado e livre! Jaak Bosmans 11-1-09"

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"Um Em curtos e suaves acordes Despenquei em cenas lentas para te abraçar Amar, amor de carícias, ternuras e sonhos. Foste apenas passagem em vendaval, Quando me protegi de seus golpes cruéis. Implacáveis e assustadores. Hoje recebo a brisa suave de mãos que me querem Me recolhendo nos seus braços em ternos abraços Me fazendo em versos e numa nova e suave canção. Em breves e etenos sussurros Trocamos prazeres no toque dos corpos, Sentidos no encontro de uma só alma. Nos nossos aconteceres reais e fieis Tecemos luares, brincamos fantasias Nos permitindo loucuras de todo um viver só nosso. Não nos afasta nenhuma distância. Porque delas nos fazemos mais perto. Sempre na direção do sermos sempre juntos. Nos encontramos quebrados e abandonados em dores, Dos amores que acreditamos ser. E no calor de tantos abraços, derretemos os nossos pedaços, E nos fizemos de tudo, um! Jaak Bosmans 24 -05 -09"

"NEBLINAS Quando me derramo em sonhos Apenas percebo ausências que nunca as tive Busco tocar com as mãos, sombras, cores e amores Em quase nada relembro você a não ser em lentidões Tenho manchas em todo o corpo, em cores difíceis de pincelar Meu amar se tornou rebelde, e meu sorriso apenas espelho Remarco os preços do passado e liquido tudo sem entradas Desmancho as estantes das lembranças, recolho o lixo das mágoas E torno a buscar o travesseiro caído ao chão. Recosto nele os pés e me abraço a novos tormentos! Solidão!!! E em novo sonho me torno barqueiro só pra te levar. Sem nada no silêncio da incerteza, Nos encontramos partindo para a outra margem. Longe!!!!! Onde ninguém vê quanta ternura, quanto carinho, abraços e beijos. Porque desaparece o barco,sob a neblina de todo sonho . Jaak Bosmans 5-5-2008"

"Cupido errante Vou por melodias e ritmos me perder Em teus encantos, que não percebem Cada compasso, circundando toda a sinfonia. São flautas, violinos, harpas e percussão, Que se encontram na ponta de uma batuta. Seu olhar disfarça a dissonância Que existe entre o meu acorde e sua voz Ali no lugar do nosso encontro A cortina sempre se fecha mais cedo. Pelas mãos inocentes do cupido errante. E o último acorde fica sempre no ar, Onde lembra a despedida nos ecos do coração E em moto contínuo, te espero no próximo compasso. O compasso da espera, sem notas, só pausa. Silêncio perdido entre as notas que se foram! Jaak Bosmans 2-1-09"

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