"I want to do with you what spring does with the cherry trees."
Mais de Pablo Neruda
Ver todas"Nomeei-te rainha. Há maiores do que tu, maiores. Há mais puras do que tu, mais puras. Há mais belas do que tu, há mais belas. Mas tu és a rainha. Quando andas pelas ruas ninguém te reconhece. Ninguém vê a tua coroa de cristal, ninguém olha a passadeira de ouro vermelho que pisas quando passas, a passadeira que não existe. E quando surges todos os rios se ouvem no meu corpo, sinos fazem estremecer o céu, enche-se o mundo com um hino. Só tu e eu, só tu e eu, meu amor, o ouvimos."
"Depois de tudo te amarei como se fosse sempre antes como se de tanto esperar sem que te visse nem chegasses estivesses eternamente respirando perto de mim. Perto de mim com teus hábitos, teu colorido e tua guitarra como estão juntos os países nas lições escolares e duas comarcas se confundem e há um rio perto de um rio e crescem juntos dois vulcões. Perto de ti é perto de mim e longe de tudo é tua ausência e é cor de argila a lua na noite do terremoto quando no terror da terra juntam-se todas as raízes e ouve-se soar o silêncio com a música do espanto. O medo é também um caminho. E entre suas pedras pavorosas pode marchar com quatro pés e quatro lábios, a ternura. Porque sem sair do presente que é um anel delicado tocamos a areia de ontem e no mar ensina o amor um arrebatamento repetido."
"Se todos os rios são doces, de onde o mar tira o sal? Como sabem as estações do ano que devem trocar de camisa? Por que são tão lentas no inverno e tão agitadas depois? E como as raízes sabem que devem alçar-se até a luz e saudar o ar com tantas flores e cores? É sempre a mesma primavera que repete seu papel? E o outono?... ele chega legalmente ou é uma estação clandestina?"
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