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"**Perto do Esquecimento** Tenho um armário onde guardo coisas Que me foram caras; Construí num lugar de difícil acesso, Propositalmente, Perto do esquecimento, Onde a tristeza faz a curva, A decepção rega o pântano e A indiferença é adornada por arbustos; Chegando lá, Abro o armário com a reverência Que requer um altar, Com o silêncio de uma casa vazia, Vozes que um dia foram pleonástica, Hoje, insipientemente, zeugma; Confesso que antes de abrí-lo, Balanço como uma rede Numa tarde de inverno, Pois lá estão os restinhos De tudo que tenho pena De descartar, Talvez por ainda gostar Ou querer recoradar, Não esquecer... Sei lá!"

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