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"Ele olhou-a severo: – Que você não saiba qual o maior homem da atualidade, apesar de conhecer muitos deles, está bem. Mas que você não saiba o que você mesma sente é que me desagrada. Olhou-o aflita: – Olhe, a coisa de que eu mais gosto no mundo... eu sinto aqui dentro, assim se abrindo... Quase, quase posso dizer o que é mas não posso... – Tente explicar, disse ele de sobrancelhas franzidas. – É como uma coisa que vai ser... É como... – É como?... — inclinou-se ele, exigindo sério. – É como uma vontade de respirar muito, mas também o medo... Não sei... Não sei, quase dói. É tudo... É tudo. – Tudo?... – estranhou o professor. Ela assentiu com a cabeça, emocionada, misteriosa, intensa: tudo..."

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