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"Amigos, Amores, Fatos e Fluidos. É fato que os fluidos escoam. Fluir é o paradoxo dos fatos, é impregnar, deixar vazar. De lábio em lábio catalisam-se as fantasias, fato abstrato inerente ao escoar dos fluidos, os quais são concretos e ativam as paixões, que são abstratas e se escondem nos corações. A viscosidade é inerente ao desenvolvimento da natureza humana. O ser humano cresce quando escoa à medida da viscosidade de sua alma. A viscosidade de um ser pode ser alterada, não importa a sua idade. Adicionando-se ou retirando-se fatos, um ser deve mergulhar ao mundo das águas e buscar sua unidade. Aos Ausentes! Esta noite não representou uma seção de apedrejamento. O sabor da expectativa do vosso desembarque se confundiu com as alegrias e os fluidos em nossos copos. Aos Amigos! Lubrifiquem-se com abraços mil e gritos de alforria. As amarras são invisíveis, e não nascerdes para serem escravos de homens ou fatos. Aos Homens! A riqueza maior do universo está no sorriso de vossas mulheres e filhos. Se não dispõem de umas ou outros, buscai fluir pela filosofia. Às Mulheres! Dêem vazão à troca de fluidos. Entreguem-se! Transformem-se no fato maior do fluir de nossas vidas, oh pobres homens. Ouçam! Desejamos, hoje, agora, ser lubrificados por vossas almas e corpos. A todos, muito obrigado por trazerem bons fluidos a esta casa e a esta mesa. Isso também, com todo o respeito, é fato para ser retratado como uma Santa Ceia!"

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"O riacho, Quem é capaz de adivinhar o futuro? A vida é semelhante a um riacho. Há quatro formas de encarar a coisa: Algumas pessoas ficam extasiadas e inertes, admirando a silhueta do leito. Acabam sendo atingidas pelos respingos das alegrias e tristezas de seus amigos, familiares... Assim, vão assistindo a vida passar. Certamente, quando chegar o dia, elas serão abençoadas e aceitas de volta por Deus. Outras, diante de tamanha maravilha de Deus, viajam em si mesmas, e partir de alguma percepção despertada por esse exercício de introspecção, vencem a inércia e acabam seguindo o leito da vida, por fora, descobrindo o quanto as quedas poderiam ser suavizadas pela profundidade de uma amizade ou amor. Concluem assim, que todos nós fluímos para o mar representado pelas mãos do Criador. Porém, como navegaram à margem, não absorveram da vida os elementos para a elaboração de suas pérolas. Ainda assim, haverão de ser queridas e aceitas por Deus, algum dia. Há aquelas pessoas que mergulham de cabeça em tão acolhedor riacho. Vivem, sorvendo as experiências das profundezas, aprendem a nadar de diversas maneiras, vivenciando intensamente a plenitude no mundo das águas, com uma sede insaciável. Haverão de ter visto a vida de dentro, espalham seus sorrisos e lágrimas por todos os lados, e devem chegar às mãos do criador completamente ébrias. Porém, enquanto nessa circunstância, não conseguimos distinguir certas “pedras” no caminho. Com isso, se faz necessário ir ao cais para curar os ferimentos. Descobre-se aí o quanto as margens da vida podem ser estranhas a um “peixe”. Ainda assim, tu poderás contar com o Supremo, que ti receberás de braços abertos. Há um tipo raríssimo de pessoa que deixa pegadas nas margens, indicando que não é inerte. Dizem que ela só se banha na cabeceira do riacho, pois é onde se forma todo o fluido vital. Outros dizem que se trata de uma lenda, pois já correram toda a margem do riacho e nunca a viram. Certa vez, apareceu uma explicação através de uma criança e foi a que mais gostei. Ela palestrava a todos, afirmando a existência de tal pessoa, porém os adultos não a viam, porque, assim como as crianças, vez por outra se escondia entre as moitas das margens buscando solitude. A criança insistia em afirmar que já haviam se banhado juntos, na nascente, no leito e na foz do riacho. Ambas conversavam por horas e mais horas, assim admitia a criança. Ninguém acreditava. Quem mais poderia ter tanto assunto para conversar horas e mais horas com uma criança? A criança, realmente nunca havia sido vista em companhia de pessoa alguma. Muitos diziam que era seu amigo imaginário. Pois bem amiga, a tal pessoa, está em todos nós. A tal pessoa cresceu em nós, tornando-se esquecida e irreconhecível. O ser humano escolhe assim, viver à luz das equivocadas fantasias do seu bando. Devemos saber a hora certa do banho, a hora certa de caminhar e a hora certa de parar. Tudo na vida dispõe de uma medida. E quem dispõe do recipiente? Certamente uma criança."

"Uma ofensa ocorre quando um dogma é ridicularizado."

"Devemos visitar os bastidores de nossa alma, fantasiados de palhaço. Dessa forma, podemos sorrir de nossas falhas e tripudiar das inseguranças, atraindo-as para o nosso maior aliado: o picadeiro. É aqui, que as feras de orelhas enormes minguam ao som dos aplausos de Deus e dos nossos amigos."

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