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"É tão difícil as pessoas razoáveis se tornarem poetas, quanto os poetas se tornarem razoáveis."

"NÃO FALTA ninguém no jardim. Não há ninguém: somente o inverno verde e negro, o dia desvelado como uma aparição, fantasma branco, de fria vestimenta, pelas escadas dum castelo. É hora de não chegar ninguém, apenas caem as gotas que vão espalhando o rocio nestes ramos desnudos pelo inverno e eu e tu nesta zona solitária, invencíveis, sozinhos, esperando que ninguém chegue, não, que ninguém venha com sorriso ou medalha ou predisposto a propor-nos nada. Esta é a hora das folhas caídas, trituradas sobre a terra, quando de ser e de não ser voltam ao fundo despojando-se de ouro e de verdura até que são raízes outra vez e outra vez mais, destruindo-se e nascendo, sobem para saber a primavera. Ó coração perdido em mim, em minha própria investidura, generosa transição te povoa! Eu não sou o culpado de ter fugido ou de ter acudido: não me pôde gastar a desventura! A própria sorte pode ser amarga à força de beijá-la cada dia e não tem caminho para livrar-se do sol senão a morte. Que posso fazer se me escolheu a estrela para ser um relâmpago, e se o espinho me conduziu à dor de alguns que são muitos? O que fazer se cada movimento de minha mão me aproximou da rosa? Devo pedir perdão por este inverno, o mais distante, o mais inalcançável para aquele homem que buscava o frio sem que ninguém sofresse por sua sorte? E se entre estes caminhos – França distante, números de névoa – volto ao recinto da minha própria vida – um jardim só, uma comuna pobre – e de repente um dia igual a todos descendo as escadas que não existem vestido de pureza irresistível, e existe o olor de solidão aguda, de umidade, de água, de nascer de novo: que faço se respiro sem ninguém, por que devo sentir-me malferido?"

"Ya no se encantarán mis ojos en tus ojos, ya no se endulzará junto a ti mi dolor. Pero hacia donde vaya llevaré tu mirada y hacia donde camines llevarás mi dolor. Fui tuyo, fuiste mía. Qué más? Juntos hicimos un recodo en la ruta donde el amor pasó. Fui tuyo, fuiste mía. Tu serás del que te ame, del que corte en tu huerto lo que he sembrado yo. Yo me voy. Estoy triste: pero siempre estoy triste. Vengo desde tus brazos. No sé hacia dónde voy. ...Desde tu corazón me dice adiós un niño. Y yo le digo adiós."

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