"O que falo não sinto mas sinto tudo o que falo como biruta ao vento que desarma no marasma catalizador do tempo de amenidades ao léu como barquinho de papel para ungir ouvidos com aromático mel no refrescante frescor do vento inspirar o acre úmido e inconfundível sabor de sal me parecem versos românticos mas nem de amor fala para purificar ao vento os doces sentimentos ao léu..."
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Ver todas"Palavras pingadas em gotas como torneira quebrada pingando... pingando... na minha impaciência uma a uma... minutos... segundos... pingando... ping... ping... E eu ainda a olhar as bolhas a se formarem... buscando alguma beleza... buscando algum sentido... alguma razão de ser... pingando no meu juízo... Palavras tão contidas e contadas como um conta-gotas tão medidas... para não se expor E eu com minhas emoções já tão exasperadas e não mais a suportar mais anos..."
"Um caracol... De tanto encontrar refúgio em mim acabei aconchegando-me em concha fechando-me em ostra mariscando versos na maré que vem como ondas de ressaca cheia em crescente quem sabe... eu veja sereias minguante das coisas tristes e feias mexilhando uma nova paixão que como ondas que vem e vão sempre virá outra talvez ainda maior que arraste os caramujos ou alise as algas do fundo do mar."
"Rasgo folha amasso papel e esse barulho de buzina céu em cedilhas desconvidando o sol neste ostracismo lânguido dessa realidade invadindo como água úmida a me gelar o espírito a me tirar do sossego dos meus sonhos em aterrissagem de albatroz... não há humor que agüente a ausência forçada dos sonhos que nos gritam inconveniente atenção de dias frios de calor cadê você... não aparece, sumiu ou nunca existiu..."
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