"Ela se arrisca num impulso mais alto, segura com força as correntes enferrujadas e fecha os olhos enquanto o vento gelado paralisa seu rosto. Cada vez que consegue esvaziar seus pensamentos, ele volta, sorrindo. Era tudo o que ela não precisava, tudo o que ela se esforçava para esquecer. Talvez se ela arrumasse uma distração mais potente do que a música no último volume, que funcionasse melhor que um banho quente; talvez ele sumisse de vez. Ou talvez ele voltasse mais forte."
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Mais de veronica h
Ver todas"Hoje eu cansei de química inorgânica. A estequiometria da eletrólise me saturou, a entalpia da solução de HCl nunca me fez mais feliz mesmo e eu mal posso pensar em termoquímica sem sentir arrepios. Ainda se eu pudesse encontrar a química perfeita, a sintonia que não resulta de regra de três - ainda se encontrar o ideal bastasse... Mas não, o máximo que cai do céu é chuva ácida, nem sinal de amor eterno. Trancada em casa estudando nada me aparecerá. Vestibular é ótimo, mas não preenche vazio existencial. Só enche o saco. A tabela periódica é complexa, mas é só porque os cientistas ainda não tentaram entender minha mente. É, hoje eu sou uma garota de humanas estudando química."
"Esse medo de cair é recente. Veio acompanhado da alegria momentânea que você causou, mas ficou mesmo foi por causa da distância. É difícil não tropeçar quando todos os rostos na rua são o seu. É difícil quando sua voz me chama de todos os lados. É difícil te esquecer querendo você em todos os outros."
"Deve ter explicação científica, meu medo. Deve ser patológico. Acho que minhas células pensam "Ah, ela tá ficando feliz. Adrenalina, dose 7. Pode ser tudo uma ilusão, guarda o sosrriso." Eu obedeço. Abaixo a cabeça e concordo. Por que alguém pensaria só em mim? As amigas dele já devem ter cansado dos pedidos de casamento bem humorados. Ele deve fazer isso sempre. Bobinha, você."
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