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"O excesso de exactidão censura a tua vaga literatura."

"Definir é matar, sugerir é criar"

"BRISA MARINHA Tradução: Augusto de Campos A carne é triste, sim, e eu li todos os livros. Fugir! Fugir! Sinto que os pássaros são livres, Ébrios de se entregar à espuma e aos céus [ imensos. Nada, nem os jardins dentro do olhar suspensos, Impede o coração de submergir no mar Ó noites! nem a luz deserta a iluminar Este papel vazio com seu branco anseio, Nem a jovem mulher que preme o filho ao seio. Eu partirei! Vapor a balouçar nas vagas, Ergue a âncora em prol das mais estranhas [ plagas! Um Tédio, desolado por cruéis silêncios, Ainda crê no derradeiro adeus dos lenços! E é possível que os mastros, entre ondas más, Rompam-se ao vento sobre os náufragos, sem [ mas- Tros, sem mastros, nem ilhas férteis a vogar... Mas, ó meu peito, ouve a canção que vem do [ mar! BRISE MARINE La chair est triste, hélas! et j´ai lu tous les [ livres. Fuir! là-bas fuir ! Je sens que des oiseaux sont [ ivres D´être parmi l´écume inconnue et les cieux! Rien, ni les vieux jardins reflétés par les yeux Ne retriendra ce coeur qui dans la mer se [ trempe O nuits ! ni la clarté déserte de ma lampe Sur le vide papier que la blancheur défend Et ni la jeune femme allaitant son enfant. Je partirai ! Steamer balançant ta mâture, Lève l´ancre pour une exotique nature! Un Ennui, désolé par les cruels espoirs, Croit encore à l´adieu suprême des mouchoirs! Et, peut-être, les mâts, invitant les orages Sont-ils de ceux qu´un vent penche sur les [ naufrages Perdus, sans mâts, sans mâts, ni fertiles îlots... Mais, ô mon coeur, entends le chant des [ matelots!"

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