"SONETO LXV Se a morte predomina na bravura Do bronze, pedra, terra e imenso mar, Pode sobreviver a formosura, Tendo da flor a força a devastar? Como pode o aroma do verão Deter o forte assédio destes dias, Se portas de aço e duras rochas não Podem vencer do Tempo a tirania? Onde ocultar - meditação atroz - O ouro que o Tempo quer em sua arca? Que mão pode deter seu pé veloz, Ou que beleza o Tempo não demarca? Nenhuma! A menos que este meu amor Em negra tinta guarde o seu fulgor."
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Ver todas"Um pensamento: "Nos olhos se concentra a turba dos sentidos.""
"SONETO 18 Deverei comparar-te a um dia de verão? Tu és a mais serena e a mais amável Os fortes ventos de maio movimentam os brotos, e o prazo do verão é sempre inconsolável em um momento muito intenso, brilha o olho estelar, e freqüentemente se ofusca a luz do seu semblante, nefasto, o encanto da beleza irá renunciar, porventura ou pelo destino inconstante; Mas teu verão é eterno e jamais morrerá, não há de perder o encanto que possui; E pela sombra da morte não vagarás, pois em versos eternos tu e o tempo sois iguais. Equanto o homem possa respirar ou os olhos possam ver, viva este canto dar-te a vida é o seu dever."
"E um amor arruinado, ao ser reconstruído, cresce muito mais belo, sólido e maior."
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