"OUTRA VERDADE (20/02/1997) Como posso respirar sem o ar? O ar se esgota, sufoca-me Não tenho movimentos, Morrem os pensamentos, Há uma defasagem no olhar A boca cala para não se machucar Os ouvidos preferem não ouvir Que a hora da morte está para vir Mesmo assim, eles ouvem E assim caem as lágrimas Que molha páginas, que molha o rosto Que num desgosto Já nem fica exposto Se esconde n'outro horizonte Como num infinito forçado Ele fica parado e desamparado Como se todo o mundo Tivesse acabado em meio segundo Porque ninguém fala Todos mentem e ninguém sente A dor do outro Pois não existe amor Existe uma grande dor Como esta dor de não respirar Por não se ter mais o ar."
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Ver todas"AOS QUE NÃO LEMBRARAM (28/01/2008) É triste descobrir quem não se importa conosco. É desconfortante se deparar com tanta indiferença. Vocês foram escolhidos por mim a dedo como amigos E vocês não julgaram a minha consideração por vocês importante. Àqueles que tiveram os seus motivos, A mágoa é substituída por compreensão, Mas àqueles que se mostraram indiferentes, Minha sincera repulsa. Não exigo que todos me amem E que façam tudo por mim. Mas, num único dia do ano, Eu espero a demonstração particular de seu afeto Da forma que se possa fazer. E, é por isso, que agradeço a Deus, E a cada um em particular, Que fez desse dia um pouco mais especial para mim. E, peço perdão a Deus, Por cada mágoa nutrida por aqueles que não tiveram a mínima consideração por mim neste dia. Que Deus abençoe a todos sem medida, mesmo assim... E que me dê a grandeza de perdoá-los rapidamente. Aos que não se manifestaram deixo as minhas lágrimas e as minhas tristes palavras de decepção, Mas também, o agradecimento por me mostrarem as suas verdadeiras considerações por mim."
"CHUVA Não sei porque insisto em caminhar na chuva! Sempre fico num estado desolador. Os cabelos desgrenhados, os olhos semicerrados, vermelhos... O corpo pedindo paz e eu insistindo em caminhar na chuva! É claro que eu vou me molhar, encharcar, Fora o risco de cair, de escorregar, de me arrebentar. E ainda assim eu caminho na chuva. O coração negando, a respiração parando e eu andando, Enxergando um Sol que nem sei se é real, Acreditando que o tempo vai se abrir, Que logo a chuva vai parar. Parece loucura, mas eu chamo de fé. A esperança que o Sol apareça é recompensa para os meus olhos miúdos. Mas e se o Sol não aparecer? E se a chuva for tão cortante que nem dê mais para me enxugar? Este é o risco de se caminhar na chuva! Apesar de que eu sei que com o tempo, Eu vou acabar aprendendo a desviar os perigos, A pular os buracos, a evitar as poças de lama... O segredo é não se manter molhada depois da caminhada, Mas será que é possível enxugar os olhos depois de toda água derramada? Eu não devia caminhar na chuva, Seria melhor esperar o Sol aparecer."
"Hoje eu só quero sonhar, Então, por favor, ninguém me atrapalhe! Amanhã eu voltarei a realidade..."
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