"Eu não me afastei de você. Eu quis passar o resto da minha vida com você. Eu sentia tanto a sua falta. Todos os dias. Mas passamos semanas sem ter uma conversa amiga. Você nunca me deixou entrar pela sua porta de verdade. Eu nunca vi voce sentir a minha falta. Eu tomei outro caminho. Um caminho que não cura a minha dor incurável. Mas me ajuda a conviver com ela."
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Ver todas""Não sei se as melhores, porque isso é se sentir demais. Mas, na verdade, nos sentimos, uma à outra, demais mesmo, então as maiores amigas do mundo. Estilo casal-sem-vergonha. Masoquista não. O mundo faz a gente sofrer. Mas a gente não se faz. Não uma à outra. Mas a gente não tem um pingo de descencia. Estilo trabalho-feito. Sobrenaturalmente ligadas. Era desse jeito. E daí se tinha dia que a gente não acordava nem um pouco afim da cara da outra? Se a gente pensava "essa daí é louca, interna ela, eu não aguento mais!". A gente divorcia. Vira-e-mexe. Ela vai pra lá, eu vou pra cá. Dou uma vividinha sem ela e ela sem mim. Nos apaixonamos loucamente por umas vadias de esquina que nos destraem por um tempo e nos reabastecem. Mas sempre voltamos. Porque? Já falei do sobrenaturalmente ligadas. Certo. Tem essa. A gente sente falta uma da outra e diz que não sabe porque. Mas no fundinho a gente sabe sim. Ninguém levaria um tiro por ela como eu levaria. Ninguém seguraria meu chão com as mãos como ela segura. O que a gente não sabe é porque a gente consegue fazer isso tudo sem se cansar de vez e dar um basta definitivo. Ah, vamos parar de drama. A gente sabe de tudo sim. A gente se ama. Pronto. Explicado. Mesmo com todas as diferenças. Porque alguém fez um trabalho pra gente ser esse casal indescente. Só para constar, um salve pra quem fez. Eu adoro saber que não vivo sem ela, simplesmente porque ela é a única pessoa que eu enxergo que também não vive sem mim.”"
""Eu? Eu não sei. Eu só sei que eu acordei vazia, oca. Não sentia nada batendo, pulsando, respirando, por mais que parecesse que sim, porque eu ainda conseguia ficar de pé. Ou pelo menos na teoria, porque eu me encolhi como um feto debaixo daqueles cobertores, abraçando minhas pernas, deixando aquele excesso de desorientação se materializar em minhas lágrimas e soluços. Eu não fazia idéia de para onde ir, eu queria gritar por socorro, dizer que eu estava perdida, que as mãos que me acolhiam viraram pó diante dos meus olhos depois que eu percebi que elas não passavam de um sonho muito parecido com a realidade que eu desejei. Mas eu sabia que ninguém me ouviria. Na verdade, eu não queria ser ouvida. O meu desejo ainda era exclusivo daquelas mãos e agora eu não fazia idéia de para onde ir. Mas eu não podia continuar ali." (sobre F., apenas em um momento ruim.)"
""E quando eu penso que não há como eu te amar ainda mais... eu amo!""
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