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"Real é o que existe em relação a nós. Isto não importa negar o real com o qual não nos relacionamos. O real objetivo é o real compartilhado, o chamado mundo das relações. O real subjetivo é o real privado, com as suas peculiaridades, mas possuindo, também, conteúdos do real compartilhado. O real é o físico e o psíquico, mesmo que este não se converta naquele. A realidade, como significado, é uma convenção. É possível que a realidade tenha um significado, mas não o conhecemos. Por isso, criamos modelos significativos para a realidade. O convencional, porém, só é real como forma de relações humanas. O mundo social é realidade criada pelo homem e este pode modificar o mundo que criou. Há um real independente de nós. Há um real criado para nós: é o nosso modo peculiar de perceber o real. Tudo nos leva a crer que há infinitos níveis e formas da realidade."

"O elogio é um sedativo, ou um estimulante. De qualquer jeito vicia."

"A lógica não é o metro da realidade. É uma atividade pragmática do espirito e limitada a uma determinada área operacional. A lógica não apreende o real. Não está nas coisas, pois se constituí em mera atividade do espirito. Nem prova o real, embora demonstre que certos fatos aparentemente se comportam segundo seu modelo. Por isso, somos inclinados a admitir que os fatos que acontecem segundo a nossa lógica são reais e os que assim não se comportam são ilusões. A lógica, por outro lado, tem uma função psicológica: dá ao homem o sentimento de controle sobre os fatos. Daí o seu apego a tudo o que é lógico, pois a lógica lhe dá uma sensação de segurança e poder. A lei da causalidade se torna, assim, de importância fundamental para o homem: é a certeza de sua capacidade de controle sobre as coisas. Explicar é uma tentativa que lhe proporciona um sentimento vicário de dominar situações. Por isso, o homem é tentado a explicar tudo para se sentir senhor dos fatos."

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