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"Deformação Cósmica De tudo que resta em espaços, Um profundo e raso poço de saudades faz-se alvo para tantas amarguras. Tenho só estrelas como testemunhas. Quebrei todos os cantos e perfurei apenas os vazios. Luas douradas me enchem de sorrisos. Estrelas decadentes de um céu, apenas como cenário, que se desmancha e retorna ao encanto quebrado. Te vejo dançante entre nebulosas mas teu vestido é de pedra Me estreito na doçura que tinhas, e como amargo te sinto agora Deixastes rastos perfumados, apenas como rastos Mas todo o infinito se finda e como passagem são apenas galáxias de vaidades vãs. Jaak Bosmans"

""Último canto" Te procurava em finais de arco-íris Percorrendo estradas de puras nuvens Corria através de túneis sem fim Voava por sobre desertos e oásis Em bosques, florestas e matas te buscava Nas montanhas, em ecos te gritava Num lago em sol a se por Chorei quando te vi Eras cisne e me chamavas. Num esforço real, irreal e surreal Me transformei em cisne pra te abraçar! E como cisne apenas cantei! (Ouro Preto-MG 01/12/2007)"

"Dia da poesia Que pena Um dia dedicado à poesia. Que se perdeu entre a vaidade De ser poeta. Poesia não há que ter poetas Existe pela forma bela e simples De tudo que é. Poeta morre poesia não. Dia permitido para se ver e escutar Versos que inventamos ser nossos Que se fez antes mesmo de existir Por simples razão de ter sido a primeira Criação. Que pena. Um dia que se esquece a poesia Para o poeta se exaltar em si mesmo Pelos versos que apenas colheu. Ai de mim! Jaak Bosmans 14-03-09"

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