"Fico me perguntando ás vezes o que está acontecendo com o mundo. Ele está de ponta cabeça, e ninguém reparou? Ou ele parou de girar e eu ainda estou no ritmo antigo? Sinto-me deslocada, sinto-me fora de área. Ligo a TV, e o noticiário diz que a terra virou um forno (não que eu precisasse ver isso na TV pra notar), que o gelo está derretendo, diz que mais uma bomba explodiu na faixa de Gaza, que os preços não param de aumentar, que os jovens morrem cada vez mais cedo. William Bonner não me deixa mentir. O mundo está às avessas. A terra está soterrada de violência, de guerra, de fome, de desespero. No fim do túnel só se vê a escuridão. E o fim do túnel está cada vez mais perto. Nós estamos nos auto destruindo. Eu vejo fome por todos os lados. Fome de comida, fome de justiça, de liberdade, fome de amor, fome de saudade, e vejo a fome de dinheiro, de corrupção. As pessoas estão famintas. E não conseguem achar uma fonte que supra sua fome. Cada vez mais. Cada vez mais famintas. Cada vez com mais sede. E onde isso vai parar? Mas os erros continuam. Perda total por todos os lados. Erros meus, erros seus, erros nossos. Nós estamos vendo tudo na nossa frente, e continuamos cavando nossa própria cova. Está tudo errado. Essa estupidez humana sem freios, essa sociedade medíocre que corrompe nossas crianças, que tira nossos amigos, que leva os de bem pro crime. Onde está o amor? Onde está o respeito? O que mais preocupa não é nem o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons. Chegamos a tal ponto de sentir fraqueza, fraqueza que parece nos impedir de fazer algo que valha a pena. Ficamos parados diante da destruição de braços cruzados. Assistindo ao massacre da nossa própria civilização. Mas nem sempre fraqueza é sinal de que não somos fortes. Enquanto ainda existirem pessoas que acreditam, haverá um caminho. Ainda que as luzes tenham sido apagadas, a chama da esperança sempre brotará. Enquanto existirem pessoas com esperança, ainda haverá uma solução. Somos gotas de água nesse lugar, mas juntos formamos um maremoto."
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Ver todas"Antes normalidade do que ética. Quando o assunto é ética, todos parecem saber o que ela significa, mas na hora de verbalizar seu real significado, parece que as palavras fogem, e fica simplesmente subentendido sua definição. Ético, é algo que vem a ser aceito socialmente dentro das definições de certo e errado, funcionam como princípios permanentes e universais. Princípios que são aplicados em diversos setores da sociedade, incluindo as profissões. Em geral, cada profissão tem o que se chama de código ético, que deve ser cumprido pelos profissionais para assim terem uma conduta moral dentro de seu ramo. Partindo desses princípios, fica a seguinte questão em aberto: é possível incorporar a ética à política? Seria um tanto quanto moralista demais afirmar que o código ético político deva ser seguido fielmente por aqueles que trabalham ligados a instituições governamentais. É pura utopia, e utopias existem para ficarem em livros. Em uma analogia, pode-se comparar a ética na política com o socialismo utópico de Marx e Engels, muito bonito, muito eficaz, porém, inalcançável. A própria sociedade já subentende que política e ética são duas coisas que, desde os tempos mais remotos, não conseguem manter uma relação muito harmoniosa. Aquele que se deixa levar somente por princípios éticos, acaba sendo passado para trás por aqueles que não assim o fazem, torna-se um fraco e não tem poder suficiente para comandar um estado. Nas circunstâncias em que a sociedade contemporânea se encontra, é preciso líderes de punho firme, que consigam controlar a população e articular de forma perspicaz os jogos políticos. E se para isso tiverem que burlar o tal código ético político, que o façam. É claro, pressupõe-se que burlar o código ético não conduza a crimes hediondos, como homicídios, pois isto está à parte de qualquer código ético profissional. No século XVI, um filósofo italiano chamado Maquiavel, escreveu em sua obra prima, “O Príncipe”, que um governante não deve medir esforços para alcançar seus objetivos, se imortalizando com sua frase que diz: “Os fins justificam os meios”. Há quem discorde, e com toda certeza, há motivos morais suficientes pra fazê-lo. Todavia, para que a sociedade continue sobrevivendo, sempre haverá de existir aqueles mais fortes que conseguem dominar a situação, impondo ordem geral. Se for necessário não seguir princípios éticos para atuar na política, mas que somente dessa forma chegue-se a um nível de ordem, que assim seja. No Brasil, quem tem ética parece anormal. É preferível viver em uma sociedade onde políticos não são éticos, mas que exista ordem, do que em uma sociedade que seja comandada por fracos que sequer tem voz ativa no meio para comandar uma nação. kathlen 18/09/08"
"Debaixo de sete chaves O homem é naturalmente um ser carente, necessitado de afeto e atenção. E durante sua vida encontra nos seus semelhantes este afeto, criando laços que, não necessariamente, vêm do sangue, que não necessitam de parentesco algum. Estes laços servem como alicerce para a construção de uma verdadeira amizade. Amizade que, devidamente cultivada, serve como pilar na construção do caráter de cada indivíduo. Disse a canção: “amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração”. Este é o desejo íntimo de todos, ter um amigo sempre por perto, dentro de uma caixinha, para quando a saudade bater, tê-lo logo ali ao lado. Acontece que não funciona assim. A vida por si é uma constante mudança, cheia de idas e vindas. Hoje mora-se aqui, amanha se ganha um emprego e se vê morando do outro lado do pais. E então como ficam os amigos? Ficam para trás, e não há caixinha em que se possa carregar um amigo. E o momento em que se vê parte de si mesmo ficando para trás. Separações existem não só em amores, mas também em amizades. E esta é uma das separações mais dolorosas por qual o homem passa: a despedida de um amigo. Contudo, quando a amizade é verdadeira esta suporta distâncias, o passar dos anos, suporta todas as possíveis barreiras. A amizade genuína é construída em cima dos laços do companheirismo. Ela existe sim. Não é possível levar o amigo da escola para a faculdade consigo, mas, quando o sentimento é verdadeiro, as lembranças vividas ficam. São estas lembranças que fazem parte da bagagem que cada homem carrega dentro de si, até o fim de seus dias, até o momento que a memória não ser errante. A verdadeira amizade existe e atravessa todos os obstáculos, pois sua real essência está dentro de cada um de nós, “debaixo de sete chaves, dentro do coração”. kety"
"Dizem que o medo mora perto das idéias loucas. Mas eu enfrento meus abismos, e quero viver minhas loucuras!"
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