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"Todos nós vivemos devorados pela necessidade de sermos amados, mas temos medo da insegurança de amar."

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"Sabe o que significa "família" em inglês? Tropecei em um estranho que passava e lhe pedi perdão. Ele respondeu: “desculpe-me, por favor, não a vi.” Fomos muito educados, seguimos nosso caminho, nos despedimos. Mais tarde, ao estar cozinhando, estava meu filho muito perto de mim. Ao me virar quase esbarro nele, imediatamente gritei com ele; ele se retirou sentido, sem que eu notasse quão duro que lhe falei. Ao deitar-me, Deus me disse suavemente: Trataste a um estranho de forma cortês. Mas destrataste o filho que amas. Vá à cozinha e encontrarás umas flores no chão, perto da porta. São as flores que cortou e te trouxe, rosa, amarela e azul. Estava calado para te entregar a surpresa e não viste as lágrimas que chegaram a seus olhos… Me senti miserável e comecei a chorar. Suavemente me aproximei de sua cama e lhe disse: “Desperta, pequeno! Desperta! São estas as flores que cortaste para mim?” Ele sorriu e disse: As encontrei junto de uma árvore, e as cortei porque são bonitas como você, em especial a azul. Filho, sinto muito pelo que disse hoje, não devia gritar com você. Ele respondeu: “está bem mamãe, te amo de todos os modos.” Eu também te amo e adorei as flores, especialmente a azul… Entenda que se morreres amanhã, em questão de dias a empresa onde trabalhas cobrirá seu posto. Mas a família que deixamos sentirá a perda pelo resto da vida. Pensa neles, porque geralmente nos entregamos mais ao trabalho que a nossa família. Será que não é uma inversão pouco inteligente? Então, que há detrás desta história? Sabe o que significa família em inglês? F A M I L Y: “Father And Mother I Love You” (Papai e Mamãe, eu os amo)"

"O TEMPO E O RELÓGIO Certa vez, o tempo e o relógio se encontraram (embora estejam todo tempo juntos). O tempo, revoltado há muito tempo, disse ao relógio tudo aquilo que, há tempos, vinha guardando. Que ele, tempo, tinha saudades daqueles tempos em que não existiam relógios e todo mundo tinha tempo. Mas, quando o homem, ingrato, fabricou o relógio que começou a marcar tempo, ninguém mais conseguiu ter tempo. O homem ficou reduzido a horas, minutos e segundos. "Antes, naqueles bons tempos" - disse o tempo - "todo homem tinha tempo de curtir a natureza. Viviam com o sol de dia, dormiam com a lua à noite". "Quando a lua caprichosa não queria aparecer, era um bando de estrelas que piscavam brincalhonas, dando tempo para o sol nascer". "Mas agora, nestes tempos, ninguém mais tem tempo de ver se a lua vem sorrindo para a direita ou para a esquerda, se está de cara cheia ou de mau humor, sem querer aparecer". O tempo prosseguiu com um sorriso de tristeza. "Antigamente - que tempos! - os homens nasciam no tempo certo em que tinham de nascer. Não havia incubadeira para os fora de tempo nem cesariana para os que passam do tempo. A natureza sabia, em tempo, quando era tempo. Hoje, o homem já obedece a você, mesmo antes de nascer. Os médicos estão apressados e sem tempo para perder". O relógio só ouvia e, apressado, prosseguia no seu tic-tac sem tempo de retrucar, com medo de se atrasar. "Noutros tempos" - disse o tempo - "o homem crescia sem pressa, com tempo de amadurar. Comia sem ter horário, dormia quando tinha sono. Fazia amor ao relento, como flores que se beijam, como aves que se aninham. Envelhecia aos pouquinhos, como um calmo entardecer. Depois, dormia o sono profundo e, no outro despertar, abraçava-me com carinho, no infinito...no infinito...". O tempo enxugou uma lágrima, talvez de orvalho. A voz que estava embargada, tomou uma conotação de revolta: "Hoje, vai logo para a escola e traz para casa um horário. Quando aprende a ler as horas ganha do pai um relógio e, assim, ensinam-lhe bem cedo a maneira mais correta de nunca ter tempo na vida". O tempo não se preocupava mais com o tic-tac do relógio que nada retrucava para não se atrasar. Continuou a sofismar com voz mais branda. "Come apressado, sem tempo. Dorme ainda sem sono, pois, de manhã bem cedinho, você começa a gritar arrancando-o da cama, quando ainda queria dormir". "Amor? Nem sei se ainda faz... há gente que nem tem tempo. Quando faz é no zás-trás. Quando vê, já envelheceu, sem ver o tempo passar". "Na hora do sono profundo, enterram-no apressados, para a vida continuar. E no outro despertar, chega tão abobalhado que não consegue me achar". Ao relógio, sem poder nunca parar, só restava se calar. Além do sentimento de culpa que passou a carregar, a partir desse tempo, quando bate as doze badaladas no silêncio da meia-noite, o canto é tão melancólico que até parece chorar"

"Pessoas são como elos... Elos que se entrelaçam pela força do destino, Elos que se definem pelo livre arbítrio... Pessoas formam histórias. Histórias de vida, com rumos pré destinados... Histórias de vida, de livre escolha dos próprios atos. O nosso eu acaba sendo formado de pessoas.... Pessoas que amamos, pessoas que odiamos, pessoas especiais ou insignificantes... A nossa história é formada de pessoas... Muitas delas ficam apenas um pouquinho conosco... Outras, uma eternidade de tempo físico... Outras ainda uma eternidade de tempo espiritual. Essas permanecem conosco mesmo depois que o elo físico se rompe... São personagens de relações eternas de amor! O rompimento doloroso só consegue provocar o afastamento da matéria; do espírito jamais... São essas pessoas que fundamentam o nosso alicerce de vida. Elas vão e ficam ao mesmo tempo. São pessoas que jamais nos deixam sós, pelo simples fato de morarem dentro de nossos corações... Elas são elos inquebráveis, que nos tornam capazes de sermos também elos em outras vidas... Elos de amizade... Elos de amor... Assim é a corrente da vida, onde as pessoas formam sempre elos... Sinto que vivemos uma nova era de relacionamento, feita também de elos... Elos virtuais... mas tão reais... Elos que nos marcam profundamente!"

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