"Que canto há de cantar o indefinível? O toque sem tocar, o olhar sem ver A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis. Como te amar, sem nunca merecer? Amar o perecível, o nada, o pó, é sempre despedir-se."
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Ver todas"Há sonhos que devem permanecer nas gavetas, nos cofres, trancados até o nosso fim. E por isso passíveis de serem sonhados a vida inteira."
"Tenho pedido a Deus, e à lua, ontem Hoje, a cada noite, PERPETUIDADE Desde o instante em que me soube tua. E que o luar e o divino perdoassem O meu rosto anterior, rosto-menino Travestido de aroma, despudor contente De sua brevidade em tudo, nos afetos No fingido amor Porque fui tudo isso, bruxa, duende Desengano e desgosto quase sempre. Mais nada pedi a Deus. Mas pedi mais À lua: que tu sofresses tanto quanto eu."
"Colada à tua boca a minha desordem. O meu vasto querer. O incompossível se fazendo ordem. Colada à tua boca, mas escomedida Árdua Construtor de ilusões examino-te sôfrega Como se fosses morrer colado à minha boca. Como se fosse nascer E tu fosses o dia magnânimo Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer."
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