"Por que tens, por que tens olhos escuros E mãos lânguidas, loucas e sem fim Quem és, que és tu, não eu, e estás em mim Impuro, como o bem que está nos puros? Que paixão fez-te os lábios tão maduros Num rosto como o teu criança assim Quem te criou tão boa para o ruim E tão fatal para os meus versos duros? Fugaz, com que direito tens-me presa A alma que por ti soluça nua E não és Tatiana e nem Teresa: E és tão pouco a mulher que anda na rua Vagabunda, patética, indefesa Ó minha branca e pequenina Lua!"
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Ver todas"É curioso, a alegria não é um sentimento nem uma atmosfera de vida nada criadora. Eu só sei criar na dor e na tristeza, mesmo que as coisas que resultem sejam alegres. Não me considero uma pessoa negativa, quer dizer, eu não deprimo o ser humano. É por isso que acho que estou vivendo num movimento de equilibrio infecundo do qual estou tentando me libertar. O paradigma máximo para mim seria: a calma no seio da paixão. Mas realmente não sei se é um ideal humanamente atingível."
"Quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos do que eu..."
"Tarde Na hora dolorosa e roxa das emoções silenciosas Meu espírito te sentiu Ele te sentiu imensamente triste Imensamente sem Deus Na tragédia da carne desfeita. Ele te quis, hora sem tempo Porque tu era a sua imagem ,sem Deus e sem tempo. Ele te amou E te plasmou na visão da manhã e do dia Na visão de todas as horas... Ó hora dolorosa e roxa das emoções silenciosas"
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